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17/04/2009 - 16h01

Federais terão quatro maneiras de usar novo Enem como vestibular, diz MEC

Simone Harnik*
Em São Paulo
*Atualizada às 18h49.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (17) que as universidades federais terão quatro formas de utilizar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como vestibular.

  • "Espero que seja o fim do vestibular tradicional", diz ministro
  • Enem poderá preencher vagas ociosas
  • Faculdades particulares e estaduais podem aderir ao novo Enem
  • O que você achou do novo Enem?
  • Vestibular unificado será mais democrático

  • O MEC (Ministério da Educação) pretende defender a implantação da nova prova como fase única de seleção para as universidades. "Mas qualquer forma de participação é melhor do que nenhuma", disse Haddad em entrevista coletiva em Brasília.

    O comitê que discute e elabora as diretrizes do novo Enem definiu que as quatro formas de participação das universidades serão as seguintes:

    1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;
    2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
    3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
    4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

    "Universidades que entendem que podem dar um passo mais ousado, darão. Por que vedar a participação por outra metodologia daquelas que não se sentem seguras para adotar o Enem como fase única? Seria autoritário e arbitrário da parte do MEC só aceitar participação na modalidade de fase única", disse Haddad.

    ASSISTA À REPORTAGEM DA TV MEC SOBRE O TEMA



    Segundo o ministro, as instituições de ensino terão liberdade para escolher qual forma adotar e para sugerir outras aplicações do novo Enem no ingresso e na seleção de vestibulandos.

    As universidades poderão, inclusive, utilizar mais de uma modalidade, dependendo do curso. Ou seja, será possível, por exemplo, adotar o novo Enem como fase única para cursos menos concorridos, e como primeira fase para graduações mais disputadas - que é o caso de medicina.

    Haddad afirma que há reitores que temem que adotar o Enem no lugar do vestibular pode prejudicar a inclusão social. "O novo Enem é compatível com ações afirmativas", assegurou. Outros dirigentes de federais temem pelo rompimento da tradição do vestibular, acrescentou o ministro.

    Haddad esteve reunido por mais de duas horas no comitê que organiza o novo Enem. Estiveram presentes reitores de federais, como Amaro Henrique Pessoa Lins, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

    O comitê definiu nessa sexta que o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) deverá participar da elaboração da nova prova - pois é responsável pela oferta do ensino médio no país. Sociedades científicas também serão convidadas a participar das discussões sobre o novo modelo de Enem.
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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