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09/06/2009 - 20h39

"Não há outra alternativa a não ser manter a PM lá", diz Serra sobre confronto na USP

Da Redação*
Em São Paulo
Atualizada às 00h49 de 10/6

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje, após inaugurar um ambulatório de Saúde na Zona Sul da capital, que a presença da PM na universidade se deve a uma ordem judicial. "A reitora pediu segurança e o governo não tem outra alternativa a não ser manter a PM lá", afirmou Serra.

Estudantes e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) e homens da Polícia Militar entraram em confronto na entrada principal do campus da Cidade Universitária (zona Oeste da capital) por volta das 17h desta terça-feira (9).

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  • O que você acha da intervenção da polícia na manifestação da USP?


  • De acordo com universitários, o confronto teria começado na rua principal da USP. Estudantes informaram que policiais presentes no campus foram provocados com gritos e palavras de ordem por manifestantes. Um grupo de policiais em motocicletas viram a cena e pediram reforço. A tropa da força tática, então, foi acionada.

    Não é possível precisar se a ação da força tática ocorreu antes ou depois de agressões de alunos. No início do confronto, universitários atacavam pedras e garrafas na direção da PM. Em resposta, a tropa jogava bombas de efeito moral e disparou balas de borracha contra os manifestantes.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência recebeu pelo menos dois policias feridos. Um estudante foi encaminhado para o Hospital Universitário.

    O coronel Cláudio Longo, responsável pela operação policial na USP, definiu a ação como "apenas uma dispersão". Segundo ele, os estudantes provocaram os militares e ameaçaram os motoqueiros que garantiam o fluxo do trânsito de carros na entrada principal do campus.

    Os manifestantes bloquearam por quase duas horas o cruzamento da avenida Valdemar Ferreira com a rua Alvarenga, próximo à portaria 1 da USP. O protesto faz parte da série de manifestações programadas pelo DCE (Diretório Central Estudantil) da USP e pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) contra a presença da PM no campus da universidade.

    Funcionários da USP estão greve desde 5 de maio. A paralisação teve a adesão de parte dos estudantes e professores na última sexta-feira (5). Segundo a assessoria de imprensa da USP, havia adesão de 10% dos 15 mil trabalhadores não-docentes de todos os campi. O número diverge do informado pelo sindicato dos funcionários, que declara adesão de 60% ao movimento.

    Desde o final de maio, o Sintusp reivindica reajuste salarial de 17% mais R$ 200 fixos para os professores e servidores das três universidades. O DCE é contrário a mudanças implementadas nos vestibulares das universidades estaduais. Os alunos da USP também protestam contra o curso a distância criado este ano com foco na formação de professores da rede pública.

    *Com informações da Agência Estado.

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