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19/06/2009 - 12h35

"Greve da greve" na USP durou dez minutos; estudantes vão à assembleia de funcionários

Ana Okada
Em São Paulo
Atualizada às 16h28.

Ao meio-dia desta sexta (19), cerca de 150 manifestantes fizeram um protesto relâmpago contra a greve de funcionários, docentes e estudantes da USP (Universidade de São Paulo). Ao todo, o evento não chegou a dez minutos, conforme informaram alguns participantes.

A intenção era justamente essa, fazer um protesto nos moldes do chamado "flash mob" (expressão em inglês que significa mobilização instantânea, em tradução livre). Denominada "greve da greve", a mobilização foi convocada via internet, por e-mail e em perfis de redes sociais.

O "flash mob" terá uma segunda manifestação ainda nesta sexta-feira (19), às 18h55, na Praça do Relógio.

  • O que você achou da manifestação 'antigreve' da USP?
  • "Greve da greve" teve incidente de agressão
  • "Alunos de bochechas rosadas vêm aqui sem ter ideia da situação do país", diz grevista da USP

  • Ana Okada/UOL
    Nesta sexta (19), participante da assembleia do Sintusp quis agredir estudantes que se manifestavam contra a greve; ocorrência foi isolada

    "A ideia não era fazer número [volume], mas vir fazer uma manifestação pacífica porque não aguentamos mais as greves que ocorrem todos os anos", contou Gustavo Daineze, estudante da ECA (Escola de Comunicações e Artes). "Sistematicamente temos nossos cursos prejudicados."

    Os engajados no protesto relâmpago fizeram caminhada ao redor do prédio da ECA e foram à assembleia que estava sendo realizada pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), trazendo cartazes com dizeres como "Fora Brandão". Os grevistas presentes à reunião - cerca de 700, segundo a organização - começaram a pedir que os "antigreve" fossem embora. Algumas pessoas da assembleia acabaram se desentendendo com os alunos que foram para o "flash mob".

    Chute e pontapé

    Isoladamente, um participante da assembleia do Sintusp revidou a provocação e partiu para cima dos estudantes, que se dispersaram imediatamente.

    Um mestrando de engenharia da computação da Escola Politécnica, Ivan Terng, relatou ter levado chutes e pontapés de um participante da assembleia do Sintusp. "Quando acontece alguma manifestação contra a greve, todo mundo é de extrema direita, radical", disse, reclamando da reação dos estudantes e funcionários grevistas.

    Dentre os manifestantes do "greve da greve", havia até uma mulher que se dizia mãe de um estudante da USP. "Vim como cidadã [protestar contra a greve]."

    Guarda universitária

    Por volta das 12h30, seis integrantes da guarda universitária chegaram ao local e ficaram observando os grupos que permaneceram por ali.

    Os manifestantes contrários à greve foram se reunir no espaço atrás do Sintusp, a chamada "Prainha". Outros permaneceram próximos aos estudantes e funcionários da assembleia do Sintusp e discutiam a legitimidade da greve.

    Os participantes da manifestação fizeram questão de frisar que estavam ali de forma pacífica e que não pretendem confronto.

    Greve da USP

    Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) estão em greve desde 5 de maio. A pauta do movimento é reajuste salarial de 16% mais um aumento de R$ 200 no salário e ela é compartilhada com os funcionários da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

    No caso da USP, existe ainda outras duas reivindicações. Primeiro, a readmissão de Claudionor Brandão, ex-servidor, demitido por justa causa - cujo desligamento da USP é analisado pelo Fórum das Seis (entidade que congrega os servidores das três universidades) como político. O movimento também exige o fim da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que é o projeto de ensino a distância do governo do Estado de SP.

    Na última quinta (18), alunos, docentes e funcionários fizeram uma passeata do Masp (Museu de Arte de São Paulo) até a Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco.


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