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30/06/2009 - 17h46

Funcionários da USP decidem terminar greve após 57 dias de paralisação

Da Redação
Em São Paulo
Atualizada às 19h20

Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (30), encerrar a greve iniciada no dia 5 de maio. A reunião dos trabalhadores durou mais de cinco horas até a formalização e a assinatura de um termo de fim de greve pela reitora da instituição, Suely Vilela.

  • O que você achou do fim da greve?

  • De acordo com o diretor de comunicação do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Anibal Cavali, fez parte do acordo de retomada das atividades o não-desconto dos dias parados e a não-punição aos integrantes do movimento.

    Os trabalhadores do campus da capital devem retomar as atividades na manhã desta quarta-feira (1º). Já os funcionários do interior realizam suas assembleias na quarta e retornam aos seus postos após as reuniões.

    "A Avaliação é a de que a greve foi, sim, vitoriosa. Uma das questões centrais, que era reintegração de Brandão [Claudionor Brandão, cuja demissão foi tida pelos grevistas como política], não ocorreu. Mas uma audiência de conciliação foi antecipada para o dia 15, por pressão da greve", disse Cavali.

    Outro ponto central das reivindicações dos funcionários era o aumento salarial de 16%, mais adicional de R$ 200 a todos os salários, também não conquistado. "Em setembro haverá nova reunião com uma comissão técnica do Cruesp [Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas]. Vamos pressionar para que se discuta a questão salarial", afirmou.

    A democratização da universidade, com eleição direta para reitor, foi outro ponto que ficou estagnado.

    A assessoria de imprensa da USP informou que o acordo de fim de greve prevê reposição dos dias parados na forma de trabalho-atividade e, em função disso, não haverá desconto desses dias.

    Avanços para os funcionários da USP

    A principal conquista dos trabalhadores foi o aumento do auxílio-alimentação de R$320 para R$ 400, retroativos a maio, mês do reajuste. A reitoria também se comprometeu a discutir alterações no plano de carreira dos funcionários, em vez de aplicar um novo modelo sem debate.

    Trabalhadores que têm filhos com necessidades especiais também deverão ganhar um auxílio próprio, no valor de R$ 422, durante todo o tempo que atuarem na instituição de ensino.

    A reitoria, segundo Cavali, ainda vai modificar a nomenclatura de funcionários de creches para "professores de ensino básico"; e deverá regularizar vagas de funcionários por meio de projeto de lei, a ser votado na Assembleia Legislativa.
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