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31/07/2009 - 20h57

Gripe suína: pelo menos 16,4 milhões estão sem aula; até agora redes de cinco Estados pararam

Da Redação
Em São Paulo
Até esta sexta-feira (31), pelo menos 16,4 milhões de alunos estão de "férias" forçadas. Instituições de diversos níveis - educação básica e ensino superior - fecharam suas portas para conter a transmissão da gripe suína, também conhecida como influeza A (H1N1).

Veja lista de redes e instituições que adiaram o início das aulas

Até agora cinco redes estaduais de ensino adiaram a volta às aulas ou suspenderam atividades. São elas: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Na semana passada, o Distrito Federal também postergou o início do segundo semestre, mas deve retomar as atividades letivas já na segunda-feira (3).

As decisões têm sido tomadas com base em recomendações das respectivas secretarias de Saúde ou comitês formados nos Estados para evitar o avanço de número de casos de gripe.

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    QUEM ESTÁ SEM AULA: redes de unidades da federação
    São Paulo5,5 milhões
    Minas Gerais 2,5 milhões
    Rio de Janeiro1,5 milhão
    Paraná1,4 milhão
    Rio Grande do Sul1,2 milhão
    Distrito Federal480 mil
    Nesta sexta-feira, o Estado de Minas Gerais anunciou que as férias de seus 2,5 milhões de estudantes seria prorrogada em uma semana - as aulas estavam marcadas para recomeçar em 3 de agosto e só serão retomadas em 10 de agosto. Na sequência, a prefeitura de Belo Horizonte acatou a recomendação do Estado e suspendeu a volta às aulas de 198.888 alunos.

    Durante a tarde, quatro universidades mineiras anunciaram a suspensão do início do semestre. Foram elas: a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), a UFV (Universidade Federal de Viçosa) e a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Juntas, elas têm aproximadamente 48.400 alunos de graduação.

    Paraná

    Na tarde de ontem, o governador Roberto Requião anunciou a suspensão temporária das aulas em toda a rede estadual de ensino. O Estado já registrou quatro mortes atribuídas à gripe, segundo o levantamento mais recente.

    Em nota oficial, o governo afirmou que "o Paraná tem resistido aos apelos de suspender as aulas por considerar a medida inócua", uma vez que "o vírus não tem preferência por qualquer ambiente". Diante da apreensão dos pais "mesmo considerando a medida pouco eficaz, tomamos a decisão de suspender as aulas na rede pública estadual de ensino fundamental, médio e universitário", disse a nota.

    Cerca de 1,4 milhão de alunos das escolas paranaenses de ensino fundamental e médio e 90 mil estudantes de faculdades e universidades mantidas pelo Estado vão ficar sem aula até 10 de agosto.

    A rede particular de ensino paranaense também suspendeu retorno às aulas, assim como instituições de ensino superior, como a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a UEL (universidade Estadual de Londrina).

    RJ e RS

    Na quarta-feira (29), os Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul já haviam decidido suspender as aulas das suas redes ensino.

    No Rio Grande do Sul, cerca de 1,2 milhão de alunos vão ficar em casa e só retomam a escola em 17 de agosto. O secretário da Saúde do Estado, Osmar Terra, que coordena o comitê, disse no dia do anúncio que o adiamento não deverá alterar os dados da epidemia, que já matou 19 pessoas no Rio Grande do Sul. Mas, segundo ele, pode diminuir a velocidade de contágio e possibilitar uma ação mais coordenada por parte das autoridades em reação à doença.

    A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) prorrogou o recesso escolar em duas semanas no dia 29 de julho. A medida, preventiva aos efeitos da gripe suína, vale para os cerca de 30 mil alunos da Universidade dos cursos de graduação e de pós-graduação.

    O
    Estado Rio de Janeiro anunciou o adiamento do início das aulas do segundo semestre para o dia 10 de agosto, como forma de prevenir o contágio da gripe suína - gripe A (H1N1) na manhã de quarta (29). Durante a tarde, o governo do município do Rio de Janeiro anunciou o adiamento do início do segundo semestre letivo para 10 de agosto devido ao aumento de casos de gripe suína - gripe A (H1N1). A medida seguia as recomendações da Secretaria de Saúde do Estado.

    A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) decidiu suspender suas aulas no mesmo dia. O reitor da universidade, Ricardo Vieiralves, informou que irá interromper as aulas de cerca de 30 mil alunos --entre graduação e pós-graduação-- até ao menos a próxima quinta-feira (6).

    Municípios do Grande Rio também aderiram à recomendação e mais 183 mil alunos ficaram sem aula - esse é o total de contingente de estudantes de Duque de Caxias, Niterói e Nova Iguaçu.

    São Paulo

    A rede estadual de ensino público de São Paulo também decidiu prorrogar as férias escolares até o dia 17 de agosto. A medida atende a uma orientação da pasta da Saúde e busca prevenir que a gripe suína se espalhe. O anúncio foi feito no começo da tarde de terça (28).

    A maioria das escolas, segundo a secretaria, retomaria as atividades no dia 3 de agosto, próxima segunda-feira. Nas escolas que já haviam retornado das férias, as aulas ficam suspensas até 17 de agosto. Ainda não existe um levantamento sobre o número de unidades da rede estão nessa situação. A rede estadual de ensino do Estado tem cerca de 5.300 escolas e mais de 5 milhões de alunos.

    A capital seguiu a orientação e as 1.309 creches municipais de São Paulo vão suspender atividades entre segunda (3) e o dia 17 de agosto. Segundo a secretaria, o serviço atende 120 mil.

    A volta às aulas na rede municipal de ensino também foi adiada - as escolas retomariam suas atividades na próxima segunda (3), segundo a assessoria de imprensa da pasta. A rede municipal é composta de 1.057 escolas e atende cerca de 918 mil alunos.

    As universidade estaduais - USP, Unesp e Unicamp - também suspenderam aulas, atingindo mais de 100 mil graduandos. Instituições particulares como a Unip, com 180 mil alunos, e a Uninove, que reúne 100 mil estudantes, também "decretaram" férias.
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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