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22/10/2009 - 12h21

Aplicação do Enem 2009 após fraude custará R$ 131,9 milhões

Da Redação
Em São Paulo
Atualizada às 15h22

O gasto com a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 já está estimado em R$ 131,9 milhões. O valor do novo contrato de aplicação do exame, divulgado hoje (22), no Diário Oficial, será de R$ 99,96 milhões. Já a impressão dos novos cadernos de prova sairá por R$ 31,9 milhões.

Após fraude, o Enem já está R$ 15,9 milhões mais caro; o que você acha?

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Reprodução da capa da prova de ciências da natureza e de ciências humanas do Enem 2009 que sofreu vazamento
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A licitação para a primeira prova, que acabou não se realizando devido ao vazamento do conteúdo do exame, tinha custo de R$ 116 milhões. Ou seja, o contrato elaborado pelo MEC (Ministério da Educação), sem licitação, ficou R$ 15,9 milhões mais caro do que o anterior.

A contratação para a realização do Enem foi firmada sem concorrência pública por seu "caráter emergencial", conforme afirma o extrato de dispensa de licitação do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

A assessoria de comunicação do MEC informou que os R$ 131,9 milhões estão dentro da previsão de custos que a pasta tem para o Enem. O ministério calculou gastar R$ 35 por prova, o que daria um valor total aproximado de R$ 143,5 milhões (para os 4,1 milhões de candidatos).

Fraude impediu realização da prova

A avaliação, que deveria ter sido aplicada a cerca de 4,1 milhões de estudantes nos dias 3 e 4 de outubro, foi cancelada por conta do vazamento de seu conteúdo. A nova data para aplicação do exame será o final de semana dos dias 5 e 6 de dezembro.

Depois do vazamento da primeira prova, o MEC interrompeu o contrato com o Connasel, consórcio que estava responsável pela execução do Enem. Em regime de urgência, o Cespe e a Fundação Cesgranrio foram contratados para executar o novo exame.

O Connasel foi o único a participar da licitação para o Enem 2009, fechada em R$ 116 milhões, dos quais cerca de R$ 36 milhões foram pagos pelo governo. O valor desembolsado se referiu à impressão da primeira prova, que já estava em processo de distribuição, quando dois cadernos foram furtados.

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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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