UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

Últimas Notícias

05/12/2009 - 20h36

Enem 2009: 1º dia de provas foi mais difícil e conteudista, dizem professores

Ana Okada
Em São Paulo
Atualizada em 10 de dezembro de 2009, às 15h47

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 aplicado neste sábado (5) foi mais difícil que os anteriores e cobrou mais conteúdo. Em vez de questões em que era possível obter a resposta a partir do enunciado, a prova de hoje exigiu conhecimento das disciplinas, como um vestibular.

  • Veja a correção da prova amarela do Enem 2009
  • O que você achou das provas do Enem 2009?

  • Marcos Pinto/UOL
    Inscrito no Enem 2009 faz a prova no Rio de Janeiro neste sábado (5)
    Rayder de Assis e Bragon/UOL
    Cerca de 30 atrasados arrombaram portão de local de prova em Belo Horizonte
    Elza Fiúza/AgBr
    Manifestantes aproveitaram Enem para protestar contra governador Arruda
    VEJA MAIS FOTOS DO ENEM 2009
    BH: TUMULTO ATRAPALHOU
    SALVADOR: VACINA DE MENGITE
    SP: MEDO DO CANSAÇO
    "Não estava no mesmo nível da anterior; a de hoje cobrava mais conteúdo e tinha até pegadinha de física", diz o professor do curso Henfil, Mateus Prado.

    Ele salienta que, com o aumento da dificuldade, a média de nota nacional deverá cair: "O outro exame era mais interpretativo e, com isso, você aproximava os alunos da escola pública. Com essa prova conteudista [aplicada neste sábado], os alunos do ensino público são os mais prejudicados. Se a de amanhã for como a de hoje, a média nacional irá cair", afirma.

    Na opinião de Nicolau Marmo, do curso Anglo, o exame de hoje não vai nem avaliar o ensino médio nem selecionar corretamente alunos para faculdades. "Para avaliar o ensino médio o Enem teria que medir competências de compreensão de texto e raciocínio. No entanto, se o aluno não conhece o conteúdo, o exame não vai avaliar coisa alguma. Para selecionar para a universidade, tem que percorrer o programa e focar nos principais ítens, sendo abrangente, e essa prova não foi assim", explica.

    Veja comentários por disciplina:

    Química

    A parte de química teve nível de dificuldade de médio para difícil, segundo o professor Eurico Pellegrino, do Objetivo. Em química do meio ambiente, foram abordados efeito estufa, chuva ácida, poluição e lixo. Houve também perguntas sobre medicamentos e química do dia a dia, como sabões e protetor solar.

    "Eram questões de interpretação de raciocínio, com gráficos e tabelas; não havia a necessidade de decoreba, os dados eram fornecidos na própria questão. Mas estava um pouco mais difícil", explica.

    Biologia

    Biologia teve dificuldade média e cobrou conceitos clássicos, diz o professor Luiz Carlos Bellinello, do Objetivo. O que pesou para ele foram os textos, que estavam muito longos: "Não precisavam ser tão cansativos, assim eles 'matam' o aluno".

    Ele explica que, às vezes, o estudante tinha que ler enunciados longos para, ao final, ter que optar por uma resposta "banal". "Eles tem que repensar essa prova, deixá-la mais acessível, mais razoável. Agora, imagine que amanhã tem português e matemática, como fica esse estudante?", questiona.

    Física

    A prova de física foi trabalhosa, com cálculos mais complicados, diz o professor Ricardo Balbino, do Objetivo. Ele diz que o estudante tinha que saber os conceitos de física: "Decoreba foi necessário", afirma.

    Balbino elogia a atualidade das questões, que abordaram, por exemplo, os sistemas heliocêntricos e geocêntricos, o telescópio Hubble, a eficiência de usinas hidrelétricas e termelétricas, o uso de telefone celular, as fraudes em postos de gasolina, além de física médica e astronomia.

    Em física, Mateus Prado, do Henfil, diz que havia a necessidade de saber algumas fórmulas que não estavam no enunciado. "Não era esperado que cobrariam fórmula, afinal, a ideia era que fosse diferente de vestibulares", explica. Ele diz que, para um aluno comum, o Enem foi muito mais difícil, "mais difícil até que últimas provas da Fuvest".

    História e geografia

    História exigiu mais conhecimento de conteúdo e geografia foi mais fácil, mais contextualizada. Essa é a avaliação da professora Vera Lúcia da Costa Antunes, do Objetivo.

    Ela explica que as questões deste exame não tiveram a interdisciplinaridade, que ocorria nos anteriores: "A maioria das perguntas de história e geografia estavam separadas". Na primeira, Vera diz que era preciso mais conhecimento da disciplina, já em geografia, era possível eliminar as alternativas erradas.

    O professor Elias Feitosa, do Cursinho da Poli, observou duas imprecisões em questões de história. A primeira seria na pergunta 65 da prova amarela. "A alternativa que marcamos como a mais adequada é a 'A'. As demais não servem. Na 'A', há um problema, pois era a elite que temia que a revolta se espalhasse e não os escravos.

    A outra imprecisão apontada se deu na questão 46, sobre o Egito. Segundo Feitosa, a alternativa correta seria a "A", mas o Egito não tinha só escravos executando grandes obras, havia também mão-de-obra não servil.

    Leia mais
    Veja fotos dos candidatos do Enem 2009
    Salvador: candidata perde Enem para vacinar filho contra meningite
    BH: candidatos reclamam de tumulto
    Enem 2009 é adiado em mais um município inundado do ES
    BH: atrasados gritam em frente a local de prova
    DF: manifestantes pedem apoio a movimento contra Arruda
    Alagamento impede que estudantes façam o Enem no Espírito Santo
    Alunos que perderam prova do Enem em Brasília culpam chuva
    SP: Candidata desce do salto, corre sem sandália, e chega atrasada
    No Rio, 16 não conseguem entrar por causa de documentação
    Enem 2009 começa neste sábado para 4,1 milhões de inscritos
    Por medo, candidatos chegam cedo em Salvador
    Em BH, estudantes atrasados arrombam portão; polícia intervém
    Candidatos temem cansaço de dois dias de prova
    Enem 2009 começa neste sábado para 4,1 milhões de inscritos
    Enfraquecido, Enem começa hoje
    Enem 2009 é cancelado por suspeita de fraude
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

    Compartilhe:

      Receba notícias

      Sobre o Enem Revisão Testes e Simulados Banco de Redações

      Redações avaliadas por uma equipe especializada em correção de prova de vestibular e Enem

      Lição de Casa

      Shopping UOL

      Hospedagem: UOL Host