A
Olimpíada de Pequim, iniciada no dia 8 de agosto de 2008, demonstra o poderio econômico da
China, um dos países que mais crescem no mundo. Em sete anos consecutivos de obras, a China construiu 16 complexos esportivos, 87 quilômetros de linhas de metrô, o maior terminal aeroportuário do planeta e monumentos gigantescos, tudo ao custo de US$ 40 bilhões.
Maior evento esportivo do mundo - mais de 200 países mandaram atletas para Pequim -, os
Jogos Olímpicos da era moderna foram idealizados pelo educador francês
Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin, para promover o congraçamento entre as nações.
Devido ao seu empenho, depois de 16 séculos de interrupção, foi realizada a
Olimpíada de Atenas, em 1896, revivendo os jogos da
Antiguidade grega. Os números desta competição são modestos, quando comparados com as
Olimpíadas mais recentes - foram 241 atletas, todos homens, representando 14 países.
O americano James Cannolly, vencedor do salto triplo, foi o primeiro campeão olímpico da era moderna. Na competição de Atenas, o segundo e o terceiro colocados de cada modalidade não recebiam medalhas. Até a
Primeira Guerra Mundial, aconteceram quatro
Olimpíadas:
Paris (nessa competição as mulheres participaram pela primeira vez do evento),
Saint Louis (EUA),
Londres e
Estocolmo.
Primeiro ouro brasileiro
A Primeira Guerra Mundial, que devastou grande parte da Europa, interrompeu a disputa até 1920, quando foram realizados os jogos de
Antuérpia. Esta cidade da
Bélgica é um marco para o esporte olímpico brasileiro -foi lá que o Brasil estreou na competição, com 21 atletas e três medalhas: uma de ouro, uma de prata e outra de bronze, todas no tiro. Coube ao atirador Guilherme Paraense colocar no peito a primeira medalha de ouro conquista pelo Brasil.
Até o início da
Segunda Guerra Mundial, os jogos foram realizados a cada quatro anos em
Paris (1924),
Amsterdã (28),
Los Angeles (32) e
Berlim (36). Foi nesta
Olimpíada que surgiu um dos maiores fenômenos do esporte em todos os tempos, o negro norte americano Jesse Owens. Todo o cenário dos jogos foi montado pelos alemães para demonstrar ao mundo a "superioridade da raça ariana", como apregoava o ditador
Adolf Hitler. Os alemães e Hitler só não contavam com o desempenho dos negros norte-americanos.
Com
Jesse Owens à frente, o atletismo dos Estados Unidos conquistou 12 medalhas de ouro - nove foram para atletas negros. Envergonhado e revoltado, Hitler, que assistiu todas as competições no estádio olímpico de Berlim, não cumprimentou nenhum medalhista negro, transferindo a tarefa para representantes do comitê organizador da festa.
Atentado terrorista
A guerra, que praticamente destruiu toda a Europa, impediu que os jogos fossem realizados em 1940, um ano depois do conflito, e em 44. Em 48, a competição voltou a ser disputada em
Londres. Depois, as
Olimpíadas aconteceram em
Helsinque (52),
Melbourne (56),
Roma (60),
Tóquio (64) e
México (68), antes de chegar a
Munique (72), quando aconteceu o pior atentado em toda a história da competição.
No dia 5 de setembro, um comando palestino, que se identificou como Setembro Negro, invadiu o alojamento da equipe israelense, provocando a morte de nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um soldado alemão. Na vila, os terroristas exigiram um avião e a libertação de 200 palestinos das prisões de
Israel - as reivindicações foram rejeitadas pela então premiê israelense,
Golda Meir. As competições foram interrompidas por cerca de 34 horas, e a história da
Olimpíada de Munique ficou manchada para sempre.
Os
Jogos Olímpicos de
Montreal (76) foram marcados por um rigoroso esquema de segurança. Em 80, durante a "Guerra Fria", os Estados Unidos lideraram um boicote à
Olimpíada realizada em
Moscou. Quatro anos depois, em
Los Angeles, a então União Soviética repetiu o gesto americano. Até chegar em Pequim, este ano, as
Olimpíadas passaram por
Seul (88),
Barcelona (92),
Atlanta (96),
Sidney (2000) e
Atenas (2004).
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