Industrial italiano

Francisco Matarazzo

09/03/1854, Castellabate, Itália<br>10/02/1937, São Paulo (SP)​





Autor Da Página 3 Pedagogia & Comunicação




  • Domínio público

Francisco Matarazzo chegou ao Brasil em 1881. Seguiu para Sorocaba, no interior de São Paulo, onde, no ano seguinte, abriu uma casa comercial que vendia porcos e banha. Naquela época, o café era o produto mais importante da economia brasileira, mas Matarazzo decidiu investir em outros produtos que faziam parte da mesa dos brasileiros como o arroz, o queijo, o óleo etc.

Pensando no mercado interno, começou a produzir banha de porco, que normalmente era importada. Matarazzo escolhia pessoalmente os porcos e guardava a banha em barris de madeira, que vendia aos fregueses de porta em porta. Em 1890, transferiu-se para São Paulo, trazendo da Itália mulher, filhos e irmãos. Na primeira década do século 20, já havia acumulado um capital considerável que aplicou em atividades industriais e comerciais.

A princípio montou um moinho de trigo, depois tecelagens, indústria metalúrgica, moinhos para a fabricação do sal, refinarias de açúcar, fábricas de óleo e gordura, frigoríficos, fábrica de velas, sabonete e sabão. E mais: centros fabris, usina de sulfureto de carbono e de ácidos, fábrica de fósforos e pregos, de louças e azulejos, usina de cal, destilaria de álcool, fábrica de papel e a primeira destilaria de petróleo de Cubatão.

As Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM) chegaram a contar com mais de 200 fábricas. Paralelamente à expansão industrial, Matarazzo tinha um banco, uma frota de navios, um terminal no porto de Santos e duas locomotivas para transportar mercadorias. Sem falar nos imóveis que incluíam uma imensa mansão na avenida Paulista - cuja demolição, na década de 1990, provocou polêmica.

Como outros pioneiros da industrialização brasileira, contou com a ajuda do governo, cuja política de proteção alfandegária reduzia o custo de importação de algumas matérias-primas e impunha tarifas elevadas a produtos estrangeiros competitivos.

Recebeu do rei Vitorio Emmanuele o título de conde por ter enviado à Itália mantimentos durante a Primeira Guerra Mundial. Admirador de Mussolini, o conde chegou a contribuir financeiramente com o fascismo. Muitos dos operários em suas fábricas eram imigrantes italianos. Fora da colônia, Matarazzo era visto com desconfiança pela elite tradicional e pela nascente classe média urbana.

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