Furacão: Furacões, redemoinhos e outros fenômenos

Ronaldo Decicino

A palavra tornado provém da palavra espanhola tornada, que significa tempestade. Os meteorologistas dizem que tanto os tornados como os furacões são vórtices atmosféricos, ou seja, fortes redemoinhos de ar.

Apesar de os dois fenômenos climáticos serem redemoinhos de ar, tornados e furacões têm pouca coisa em comum.

Tornados são intensos redemoinhos de vento, formados por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se os redemoinhos tocam o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade destroem o que encontram no caminho. Geralmente têm um tempo de duração de alguns minutos e raramente duram mais de duas horas.

Essas tempestades em espiral, menores que os furacões, apesar da curta duração, fazem dos tornados um dos fenômenos mais destrutivos da atmosfera. Mesmo sendo mais curtos que os furacões em duração, os tornados são causadores de grandes prejuízos nas áreas onde ocorrem.

Ventos de mais de 400 km/h

Um tornado pode ter largura menor que 30 metros ou atingir até 2,5 km. Os menores tornados são denominados mínimos. Não duram mais que alguns minutos, percorrem pequenas distâncias e chegam a ter ventos de até 160 km/h. Os maiores, conhecidos como máximos, atingem distâncias de até 320 km ou mais, podem durar até 2 horas e ter ventos com velocidades superiores a 400 km/h!

Os tornados são como funis de ar que giram constantemente e parecem estar suspensos em uma nuvem escura. Percorrem um caminho muito irregular, movendo-se em linha reta ou num trajeto sinuoso. Ocorrem muito freqüentemente no vale do Mississippi, Estados Unidos, onde se dá o choque entre o ar quente e úmido do México e o ar frio e seco que vem das Montanhas Rochosas.

Também se verificam tornados na Austrália, mas com menor freqüência, e no chamado "corredor dos tornados da América do Sul", que inclui o Uruguai, o norte da Argentina e a porção centro-sul do território brasileiro. Vale lembrar que os tornados podem ocorrer em qualquer lugar do mundo.

Trombas d'água

A coloração cinza ou amarronzada dos tornados ocorre devido aos detritos e poeira que ele desloca. Quando os tornados ocorrem sobre as águas oceânicas, recebem o nome de trombas-d'água. A violência das trombas-d'água é menor que a dos tornados que ocorrem em terra.

Os tornados são conseqüência de tempestades elétricas e se desenvolvem a partir de tormentas. Uma frente fria corre em direção a uma massa de ar quente e úmida, provocando poderosas correntes ascendentes, que produzem imensas nuvens cúmulos-nimbos.

À medida que as nuvens em desenvolvimento absorvem mais ar quente, formam-se correntes descendentes, resultando em tempestades elétricas. Ou seja, temporais com raios e trovões. Mas vale lembrar que nem toda tempestade elétrica resulta em um tornado.

Tornados e furacões

Embora as pessoas comumente confundam os tornados com furacões, eles têm pouco em comum. Um tornado tem diâmetro de centenas de metros, apresenta muita intensidade, possui um funil relativamente estreito e é causado por uma única tempestade conectiva. Raramente atinge diâmetro superior a 1 km e tem duração de aproximadamente 20 minutos.

Assim como os terremotos possuem a escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale ou, mais simplesmente, escala Fujita. Essa escala é usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado, que vai de F0 (mais fraco) até F6 (mais forte). Tornados com intensidade acima de F5 são improváveis de acontecer.

Já um furacão mede centenas de quilômetros (o tornado, centenas de metros), é comparável a dezenas de tempestades conectivas e sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos. Sua duração pode chegar a vários dias, mas quando atinge a terra firme perde sua força até dissipar-se. A escala Saffir-Simpson mede a intensidade dos furacões de modo semelhante à escala Fujita, que mensura a intensidade dos tornados.

Escala de intensidade de um tornado:

Classificação Velocidade do vento (Km/h) Danos Provocados
F0 65 – 115 Leves
F1 115 – 180 Moderados
F2 180 – 250 Fortes
F3 250 – 330 Severos
F4 330 – 420 Devastadores
F5 420 – 530 Catastróficos

(Escala Fujita, com associação de outras características correlacionadas)

Tipos de ventos e tempestades

Vento: termo comum que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.

Brisa: é um vento que sopra com pouca intensidade e normalmente não ultrapassa 50 km/h.

Monção: são ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente inicia-se em junho e dura até setembro, caracterizando-se por fortes chuvas associadas a ventos.

Ciclone: é o nome genérico para ventos circulares, como tufão, furacão e tornado. É um tipo de tempestade violenta, que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais. Seus ventos superam os 50 km/h.

Furacão: vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Gira no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e mede de 200 km a 400 km de diâmetro.

Tufão: é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico. Surgem no mar da China e atingem o leste asiático.

Tornado: é o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais tipos de ciclone. Tem alto poder de destruição e seus ventos podem atingir mais de 400 km/h. Ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.

Vendaval: vento forte com grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Sua duração pode ser de até cinco horas.

Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.

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