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Biografias

Alexander Isaievich Soljenitsyn Escritor russo

Do Klick Educação

17/08/2015 20h58

Suas manifestações antiestalinistas levaram-no à prisão, entre 1945 e 1956, e ao desterro no Casaquistão. Seu romance Um Dia na Vida de Ivan Denisovitch, publicado sob a proteção do sucessor de Stálin, Nikita Kruschev, em 1962, refletia pela primeira vez, com autenticidade, as condições de vida num campo de concentração stalinista. Este tema foi depois mais amplamente tratado na trilogia Arquipélago de Gulag (1973-1976). Em 1970, foi-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, o qual não chegou a receber por medo de não voltar a seu país, devido à sua condição de dissidente. Um dos principais representantes da oposição intelectual juntamente com Andrei Sakharov, foi excluído em 1970 da Associação dos Escritores Soviéticos. Seus grandes romances só vieram a público na Rússia após a mudança política de finais dos anos 80. A obra Pavilhão dos Cancerosos baseia-se nas experiências de Soljenitsyn na luta contra uma doença cancerígena durante sua permanência no exílio. Agosto 14 (1971) é um romance antimilitarista, baseado na derrota do Exército russo na Prússia Oriental durante a Primeira Guerra Mundial. É também essa a temática abordada em 16 de Novembro (1984). Em 1974, o escritor voltou a ser preso em virtude das críticas que dirigiu ao poder, tendo-lhe sido retirada a nacionalidade soviética. Depois de passar um período na Alemanha e na Suíça, transferiu-se para os Estados Unidos. Reabilitado em 1990, voltou a seu país em 1994.