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Biografias

Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine Poeta francês

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

23/12/2008 18h09

A família de Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine pertencia à pequena aristocracia, católica e legitimista (ou seja, adepta do legitimismo, pensamento e movimento político daqueles favoráveis ao ramo dos Bourbons, destronado em 1830).

Lamartine estudou com os jesuítas, em Bellay, de 1803 a 1807. Viajou para a Itália e, em Nápoles, no ano de 1812, apaixonou-se por Antoniella, uma jovem do povo que, poucos anos depois, em 1815, morreria de tuberculose. A lembrança de Antoniella inspiraria muitos dos escritos de Lamartine.

De volta à França, lutou nas tropas de Luís 18, refugiando-se depois na Suíça. Em 1820 publica "Primeiras meditações poéticas", livro fundamental do romantismo francês. Em 1829 é eleito para a Academia Francesa.

Ingressando na carreira diplomática, Lamartine serviu em Nápoles e Florença. Depois, viaja pelo Oriente. Retornando a Paris, dedica-se à política. Publica, em 1847, "A história dos girondinos" e milita a favor da república, radicalizando-se cada vez mais.

Entre 1833 e 1851 foi deputado por Mâcon, Bergues e Loiret. Em 1848 participou da revolução e do governo provisório e foi ministro dos Negócios Estrangeiros. Propôs reformas sociais, mas sua popularidade diminuiu de tal modo que nas eleições presidenciais obteve apenas 7.900 votos.

A partir de 1851 retira-se da política para dedicar-se só à literatura. Escreve obras didáticas e autobiográficas romanceadas. Em 1867 aceita doação do governo de Napoleão 3º que veio aliviar suas dificuldades financeiras.
 

Elementos clássicos e barrocos

O romantismo de Lamartine, melancólico, amoroso e religioso, foi bem aceito pelo público francês. Posteriormente, o parnasianismo e outras tendências literárias relegaram a poesia romântica aos manuais didáticos. Lamartine foi considerado poeta de versos de álbum, popular entre os colegiais e as mocinhas por seu lirismo sentimental.

A crítica moderna, contudo, tem reabilitado, em parte, o trabalho de Lamartine. Foram descobertos em sua obra elementos clássicos e elementos barrocos, cuja síntese é precursora da poesia simbolista. Nesse sentido, a poesia de Lamartine é considerada por muitos superior à de Musset ou mesmo de Victor Hugo.
 

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