Ditador italiano

Benito Mussolini

29/7/1883, Dovia di Predappio, Itália <br>28/4/1945, Giulino di Mezzegra, Itália.​





Autor Da Página 3 Pedagogia & Comunicação




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Batizado em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Juarez, pelo pai, um misto de socialista e anarquista, Mussolini filiou-se ao Partido Socialista aos 17 anos, tornando-se um militante muito ativo. Em 1901, refugiou-se na Suíça para escapar ao serviço militar obrigatório e peregrinou pelos cantões do país, sendo com frequência expulso de onde se exilava devido à militância anticlerical e antimilitarista.

Em 1904, beneficiando-se de uma anistia, regressou à Itália, prestou o serviço militar e logo tornou-se um expoente do Partido Socialista, cujo jornal, "L'Avanti", fundou e dirigiu. Com a explosão da Primeira Guerra Mundial, defendeu por um tempo a posição contrária à intervenção no conflito, mas acabou mudando de ideia e, por considerar a guerra uma oportunidade para incitar as massas à revolução, acabou expulso do Partido.

Fundou, em 1919, uma nova publicação, "Il popolo d'Italia" e os grupos de combate a que chamou de "Fasci". A palavra significa "feixe" e alude a um feixe de lenha cujos galhos, isolados, podem ser quebrados, mas não quando estão unidos. O feixe de lenha, usado como cabo de um machado, foi um dos símbolos da Roma antiga. Os grupos de Mussolini reuniam elementos heterogêneos cujas posições políticas iam da esquerda radical ao nacionalismo.

O fascismo cresceu à medida que a situação socioeconômica da Itália se deteriorava. Em 1922, os fascistas promoveram uma "marcha sobre Roma", que levou Mussolini ao poder, recebendo do rei, Vitório Emanuel, o encargo de formar um novo governo. Nos dois anos seguintes, a Itália continuou uma monarquia parlamentarista, mas os fascistas já usavam meios violentos para reprimir seus adversários. Em 1925, Mussolini estabeleceu o regime ditatorial, tornando-se o "duce" (condutor) do país.

Inicialmente, Mussolini aparentava ser um líder anticomunista e, nesse sentido, agradava às potências ocidentais, como a França e a Inglaterra.

Em 1936, porém, deu início a uma política expansionista na África e invadindo a Etiópia. Com isso, acabou por aproximar-se da Alemanha de Hitler - cujas ideias se baseavam nas de Mussolini. Em 1939, ambos os países firmaram uma aliança, conhecida como "Eixo". No ano seguinte, Mussolini colocaria a Itália na guerra, contra a opinião de seus colaboradores mais próximos e malgrado o fato de seu país não estar preparado para o conflito.

Seus fracassos militares deram alento às forças anti-fascistas na Itália. Em 1943, foi deposto e preso pelo rei. Foi libertado, porém, por paraquedistas alemães e levado para junto de Hitler, onde proclamou a fundação do Partido Fascista Republicano. Sob total dependência de Hitler, voltou à Itália e, em Saló, fundou a República Social Italiana (setembro de 43).

Não teve forças para sustentá-la, porém, e a própria Alemanha já não tinha como dar-lhe grande apoio, pois se retirava da Itália, invadida pelos aliados. Mussolini tentou fugir para a Alemanha, juntamente com sua amante, Clara Petacci, disfarçado de soldado alemão. O caminhão em que viajava, porém, foi detido, por homens da resistência italiana e o ditador reconhecido. Mussolini e a amante foram executados e seus corpos, pendurados de cabeça para baixo, ficaram expostos à execração pública.

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