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Billy Wilder Cineasta austríaco, naturalizado norte-americano

22/07/1906, Sucha (Império Áustro-Húngaro, atual Polônia)

27/03/2002, Los Angeles, EUA.

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

13/08/2005 15h10

Billy Wilder foi uma das personalidades mais destacadas da história do cinema. Foi indicado ao Oscar 21 vezes, tendo conquistado seis estatuetas, duas delas como diretor. Trabalhou com astros como Greta Garbo, William Holden, Tony Curtis, Barbara Stanwyck, Marlene Dietrich, Ginger Rogers, Gloria Swanson, Audrey Hepburn, Gary Cooper, Jack Lemmon e Marilyn Monroe.

Samuel Wilder começou a ser chamado de Billy pela mãe, ainda nos primeiros anos de vida. Quando jovem, destacou-se nos estudos de direito, que abandonou quando começou a trabalhar como repórter num jornal em Viena, e mais tarde em outro em Berlim. Paralelamente freqüentava os ambientes teatrais, o que o levou a colaborar como roteirista nos filmes mudos alemães.

Com a ascensão de Hitler ao poder, Wilder, que era judeu, fugiu para Paris, cidade onde dirigiu seu primeiro filme "Curvas Perigosas", junto com Alexander Esway. Logo partiu para os Estados Unidos, onde dividiu um apartamento com o ator Peter Lorre, que facilitou o seu acesso aos estúdios americanos. Em 1940, Billy Wilder adotou a nacionalidade americana, o que lhe permitiu ser coronel do Exército durante a Segunda Guerra Mundial.

Nos primeiros anos em Hollywood, trabalhou como roteirista e como colaborador de Charles Brackett, com quem escreveu, entre outros, "Ninotchka" (1939); "Pacto de sangue" (1944), "Farrapo Humano"(1945); "The Lost Week-end" (1945), que ganhou o Oscar de melhor direção e roteiro; e "Crepúsculo dos deuses" (1950), que também levou a estatueta pelo melhor roteiro.

Na década de 1950 fez a comédia "Sabrina", com Audrey Hepburn e Humphrey Bogart, e "Testemunha de acusação". Dirigiu Marilyn Monroe em "O pecado mora ao lado" (1955) e em "Quanto mais quente melhor" (1959), considerada uma das melhores comédias do cinema de todos os tempos.

Em 1960, fez "Se meu apartamento falasse", que ganhou os Oscar de melhor filme, direção e roteiro. Em 1963 filmou "Irma, La Douce", com Shirley MacLaine e Jack Lemmon e três anos depois, "Uma loira por um milhão". Em 1970 fez "A vida privada de Sherlock Holmes", entre outros.

Seu último filme foi "Amigos, amigos, negócios à parte", em 1981. Billy Wilder morreu em seu apartamento aos 95 anos de idade.