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Burrhus Skinner Psicólogo norte-americano

20/3/1904, Pensilvânia (EUA)

18/8/1990, Cambridge (EUA)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

10/08/2005 13h43

Você sabia que os pombos são supersticiosos? Pois bem, certa vez o psicólogo Burrhus Skinner colocou vários pombos numa caixa e passou a alimentá-los em intervalos fixos, independentes do comportamento do pombo. Ele observou que os pombos associavam a comida a algum comportamento que tivessem tido logo antes de serem alimentados.

Por isso, um dos pombos passou a mover a cabeça para um lado e para o outro, enquanto outro dava voltas na gaiola, e assim por diante. Desse modo, Skinner concluiu que os pombos tinham comportamentos supersticiosos. Ele é um dos grandes expoentes da psicologia experimental.

De família presbiteriana, Burrhus Skinner teve uma infância tradicional. Cursou o Hamilton College, graduando-se em inglês. Depois de formado, voltou para a casa dos pais e tentou a carreira de escritor - que acreditava ser sua vocação - durante um ano.

Desistindo deste intento, passou uma breve temporada em Greenwich Village, em Nova York, onde levou uma vida boêmia. Ingressou então na Universidade de Harvard, no departamento de psicologia. Concluiu o mestrado em 1930 e o doutorado em 1931.

Nos anos seguintes, passou a dedicar-se às suas pesquisas, lecionando, dando palestras e escrevendo. Permaneceu em Harvard até 1936. Em seguida foi para a Universidade de Minnesota. Nessa época casou-se com Yvonne Blue, com quem teve dois filhos.

Em 1938 Skinner publicou seu primeiro livro, "O Comportamento dos Organismos". Logo a seguir, com bolsa de estudos da Fundação Guggenheim, escreveu "Comportamento Verbal". Sete anos mais tarde, ingressou na Universidade de Indiana, como catedrático, e, em 1948, foi convidado a lecionar em Harvard, onde permaneceu até o fim da vida.

Burrhus Skinner conduziu um trabalho pioneiro no campo da psicologia experimental e foi um dos defensores do behaviorismo. Além das obras citadas, publicou diversos livros e artigos sobre psicologia experimental. Trabalhou até o último dia de sua vida. Morreu aos 86 anos, em conseqüência de uma leucemia.