Dramaturgo romeno

Eugene Ionesco

26/11/1912, Slatinia, Romênia<br> 28/3/1994, Paris, França​





Autor Da Página 3 Pedagogia & Comunicação




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    Eugene Ionesco: o principal autor do chamado <i>Teatro do absurdo</i>

    Eugene Ionesco: o principal autor do chamado <i>Teatro do absurdo</i>

Eugene Ionesco era filho de um advogado e foi batizado na religião ortodoxa, à qual pertenceu durante toda a vida. Ainda criança mudou-se com a família para Paris, onde seu pai tornou-se catedrático em leis. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, seu pai voltou para a Romênia, deixando Eugene e sua irmã aos cuidados da mãe. Entre 1917 e 1919, Eugene Ionesco morou em La Chapelle Anthenaise, cuidando de sua saúde frágil.

Em 1922, voltou a Bucareste para viver com seu pai. Lá fez seus estudos e começou a trabalhar num banco, em 1926. Ionesco cursou a faculdade de francês na Universidade de Bucareste e colaborou com diversos revistas literárias romenas. Em 1934 publicou "Nu!" ("Não!"), uma coletânea de artigos e textos que provocou escândalo no meio literário oficial.

Em 1936, Eugene Ionesco casou-se com Rodica Burileano. Passou a trabalhar como professor de francês e como instrutor no Seminário Ortodoxo de Curtea de Argis e depois no Seminário Central de Bucareste. Também foi editor das páginas literárias de diversas revistas e jornais diários.

Dois anos mais tarde, recebeu uma bolsa do governo romeno para estudar literatura francesa em Paris. Durante a Segunda Guerra Mundial, Ionesco passou por dificuldades financeiras, mas conseguiu alguns trabalhos eventuais, trabalhou como revisor e traduziu as obras do poeta romeno Urmoz.

Em 1948 começou a escrever a peça "A Cantora Careca", que estreou em 1950. Esta anti-comédia, plena de surrealismo verbal, foi uma das principais peças do chamado "teatro do absurdo". Seguiram-se várias outras peças, que marcaram o teatro do século 20, como "A Lição", "As Cadeiras" e "O Novo Inquilino".

Em 1960 estreou sua obra mais conhecida, "O Rinoceronte". Ionesco tornou-se um escritor de prestígio e em 1971 foi admitido na Academia Francesa. Morreu aos 81 anos, em sua residência, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse, em Paris.

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