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Biografias


Franz Schubert Compositor austríaco

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2007-09-13T08:02:00

13/09/2007 08h02

Franz Peter Schubert escreveu cerca de 600 canções, além de óperas, sinfonias e sonatas, entre outros trabalhos. É considerado um dos maiores compositores do século 19, marcando a passagem do estilo clássico para o estilo romântico.

Franz Schubert nasceu em 1797 em Lichtenthal, nos arredores de Viena. Seu pai era mestre-escola e músico amador. Aos seis anos, Schubert entrou na escola de Lichtenthal. Seu pai o iniciou no violino e seu irmão, Ignaz, ensinou-lhe piano.

Em 1805 Schubert foi encaminhado a Michael Holzer, organista da paróquia de Lichtenthal, para desenvolver seus estudos de música. Schubert passou a tocar violino e cantar no coro da paróquia.

Em 30 de setembro de 1808, participou do concurso para tornar-se corista da capela imperial, onde Antonio Salieri, compositor oficial da Corte, selecionava novos cantores. Sua voz de soprano lhe garantiu um lugar no coro e uma bolsa de estudos em Stadtkonvikt, um dos melhores colégios de Viena. Schubert estudou ali até ter quase 17 anos. Sua primeira composição catalogada data de 1º de maio de 1810: a "Fantasia a Quatro Mãos".

Em 30 de março de 1811, Schubert compôs seu primeiro lied: "Hagars Klage", o que fez com que Salieri se tornasse seu professor.

Em outubro de 1813, Schubert compôs sua "Primeira Sinfonia em Ré Maior", dedicada ao diretor da escola em Stadtkonvikt. No final daquele ano deixou o conservatório e, para evitar o serviço militar, começou a lecionar na escola de seu pai.

Durante dois anos, Schubert dividiu seu tempo entre a sala de aula e sua paixão pela música e chegou a compor quase duzentas obras. Escreveu uma dúzia de óperas, que não obtiveram êxito. Mas Schubert revelou-se um exímio compositor de um gênero que aperfeiçoaria: o lied, a canção lírica. Em um ano, compôs cerca de 150 lieder, baseados em textos de Shakespeare, Heinrich Heine e Goethe, entre outros autores.

Essas canções fariam enorme sucesso de público e de crítica, a ponto de seu autor ter sido considerado, posteriormente, o maior poeta lírico da música universal.

No final de 1816 o compositor rompeu com o pai e entregou-se a uma vida boêmia, sobrevivendo com a ajuda de amigos.

Em 1818, conseguiu o emprego de professor de Maria e Caroline, as duas filhas do conde Esterhazy, em Zseliz, na Hungria. Mas a nostalgia o fez abandonar o emprego e retornar a Viena, onde voltou a compor.

Até 1820, Schubert teve dificuldade de ver sua obra publicada, mas entre 1821 e 1828 foram lançadas no mercado 106 obras suas em edições separadas, editadas por onze editoras diferentes. Apesar disso, Schubert não sabia lidar com dinheiro e, sem espírito comercial, recebia pequena retribuição pelo seu trabalho.

No início de 1823, acometido pela sífilis, foi internado diversas vezes. A doença, que naquele tempo era considerada incurável, o levou a uma fase de depressão.

Em 1824, já se sentia mais recuperado e compôs diversas peças, entre elas "A Bela Moleira". O conde Esterházy pediu a Schubert que voltasse a dar aulas às suas filhas. Ele aceitou, ficando lá de maio a setembro, quando voltou para Viena. Em janeiro de 1825, foi internado novamente e em dezembro teve outra recaída.

Nesse ano compôs a "Missa Alemã", uma coleção de pequenos coros, "Jornadas de Inverno", uma série de cantos de despedida, e diversas outras obras expressivas, entre elas o "Trio para Piano e Cordas em Si Bemol Maior", uma de suas obras mais populares.

O último ano da vida de Schubert foi marcado por uma contínua solicitação dos editores por trabalhos curtos para piano. Estas obras líricas representam diversos estados de ânimo. Aparecem nesse período obras como o ciclo de canções "Canto do Cisne", a obra-prima "Nona Sinfonia em Dó Maior" e a "Missa em Mi Bemol Maior".

Em setembro de 1828 Schubert mudou-se para a casa de seu irmão Ferdinand, onde completou suas três últimas sonatas para piano.

Schubert morreu de tifo, no dia 19 de novembro de 1828, com apenas 31 anos. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Währing e em 1888 foi trasladado ao cemitério central de Viena.