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Biografias


Fritz Haber Químico judeu-alemão

Breslau, Alemanha, 9 de dezembro de 1868

Basileia, Suíça, 29 de janeiro de 1934

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

17/03/2009 18h34

Fritz Haber doutorou-se em química orgânica pela Technische Hochschule, de Berlim. Em 1911 assumiu a direção do Kaiser Wilhelm Institut für Physikalische Chemie und Elektrochemie, em Dahlem, Berlim, posto que conservou até 1933.

Amigo pessoal de Einstein, Haber se colocou, em 1914, a serviço do governo imperial alemão, passando a integrar o departamento de pesquisas de armas químicas. Haber chegou, inclusive, a dirigir um ataque com gases de cloro em Ypres, na França, a 22 de abril de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial.

Em 1916 tornou-se chefe dos serviços de guerra química do exército alemão.

Com a ascensão do regime nazista, teve de fugir da Alemanha, morrendo de um ataque cardíaco, quando procurava alcançar a Inglaterra através da Itália.

Descobridor da síntese do amoníaco, do nitrogênio e do hidrogênio, Haber recebeu o Prêmio Nobel em 1918.

Além de demonstrar que uma reação química pode ser acompanhada de uma emissão de elétrons, Haber também desenvolveu a primeira teoria geral da redução eletroquímica.
 

Invenções

Seus estudos sobre a propriedade dos gases levaram ao invento de diversos aparelhos de ordem prática, como o interferômetro, que tem seu nome e serve para a análise óptica dos gases.

Também concebeu um manômetro de quartzo, destinado a medir as pressões dos gases, e um dispositivo de alarme para ser usado nas minas, contra o grisu (gás combustível, formado de metano, anidridos carbônicos e nitrogênio, que se desprende espontaneamente das minas de carvão).

Após a guerra, Haber elaborou um ambicioso projeto de aproveitamento do ouro existente no fundo do mar, que resultou em fracasso, atribuído a um erro de análise da percentagem do metal contido na água marítima.

Além de numerosos ensaios e estudos, publicou: Termodinâmica das Reações de Gases na Técnica, em 1905; Sobre a Síntese do Amoníaco e A Química na Guerra, em 1922; e Sobre a Síntese do Amoníaco, do Nitrogênio e do Hidrogênio, em 1924.