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Getúlio Vargas Político brasileiro

19-4-1883, São Borja (RS)

24-8-1954, Rio de Janeiro (RJ)

Do Klick Educação

17/08/2015 20h58

Getúlio Dornelles Vargas foi a figura de maior expressão da história política brasileira do século XX. Subindo ao poder por meio de um golpe, nele permaneceu por 15 anos sucessivamente (1930-1945). Deposto em 1945, voltou à Presidência pelo voto popular em 1950, não chegando a completar o mandato. Sem apoio do Exército, acusado de corrupção política e de mandante do atentado ao jornalista Carlos Lacerda, seu opositor, suicidou-se com tiro no peito. O fato foi visto como um grande ato político. Autoritário e ditador, populista e carismático, nacionalista e modernizador, Vargas foi odiado pela direita, pelo centro e pela esquerda, mas amado por grande parte do povo brasileiro, que o chamava de "pai dos pobres". Vargas proveio de uma família de fazendeiros de São Borja, na região gaúcha da Campanha, Rio Grande do Sul. Depois de passar por carreira tradicional, elegeu-se candidato à Presidência da República pela Aliança Liberal. Derrotado, refutou o resultado do pleito, considerando-o fraudulento e, em meio à crise por que passava o país (corrupção política crescente, impacto da grande depressão, que trazia como conseqüência uma produção agrícola sem mercado, a ruína de fazendeiros, o desemprego nas grandes cidades, queda na receita das importações e inflação), organizou um movimento revolucionário (1930), depôs Washington Luís e tomou o poder, como presidente provisório. Em 1934, convocou a Assembléia Constituinte, que elaborou uma nova Constituição que o elegeu presidente da República, até o ano de 1938. Às vésperas das eleições, em 1937, com apoio das Forças Armadas, desfechou um golpe de Estado que o manteve no poder: declarou estado de emergência, dissolveu o Congresso, decretou a extinção de todos partidos políticos e promulgou uma nova Constituição, que criou o Estado Novo, regime ditatorial que perdurou até 1945. A política de Getúlio Vargas reprimiu os partidos e as organizações de esquerda, especialmente o Partido Comunista Brasileiro (PCB), prendeu, torturou e forçou ao exílio intelectuais e políticos, e censurou os meios de comunicação. Ao mesmo tempo, introduziu leis trabalhistas no país, como a regulamentação do contrato de trabalho, a concessão de férias remuneradas, a fixação do limite de 8 horas da jornada normal, a garantia de estabilidade após dez anos de serviço, a indenização no caso de demissão sem justa causa; promoveu também o ensino técnico, concentrou-se na diversificação da produção agrícola, na melhoria dos transportes e comunicações, no controle dos recursos minerais e das indústrias consideradas estratégicas, além da promoção da expansão industrial, e fortificou a máquina militar.