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Gonçalves de Magalhães Poeta e dramaturgo fluminense

13/08/1811, Rio de Janeiro (RJ)

10/06/1882, Roma, Itália

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

18/09/2005 16h02

Domingos José Gonçalves de Magalhães, Visconde de Araguaia, era filho de Pedro Gonçalves de Magalhães Chaves. Formou-se em Medicina, em 1832. Também estudou filosofia com o orador religioso Monte Alverne, sofrendo a sua influência.

Em 1832 publicou "Poesias" e, no ano seguinte, foi para a Europa aperfeiçoar-se em medicina. Em 1836, lançou, em Paris, um manifesto do Romantismo: "Discurso sobre a Literatura no Brasil". Em parceria com Araújo Porto-Alegre e Torres Homem, lançou "Niterói, Revista Brasiliense". No mesmo ano, editou, também em Paris, "Suspiros Poéticos e Saudades", considerado o livro que deu início ao Romantismo no Brasil.

No prefácio desse livro, Magalhães expõe os tópicos fundamentais do Romantismo, em sua primeira fase: religião, individualismo, sentimentalismo, patriotismo, liberdade de expressão, senso da história e evocação da infância.

De retorno ao Brasil em 1837, foi aclamado chefe da "nova escola". Segundo Antonio Candido, durante uns dez anos, Magalhães foi "a" literatura brasileira. Levou a sério sua função de criar uma nova literatura do país recém-independente. Quis, portanto, reformar a poesia lírica e a epopéia; e dotar a literatura brasileira de teatro, romance, ensaio crítico, histórico e filosófico.

Além das obras de poesias acima mencionadas, escreveu: "A Confederação dos Tamoios" (1858), "Os Mistérios" (1858), "Urânia" (1861), "Cânticos Fúnebres" (1864). Foi autor de duas tragédias, "Antônio José" (1838) e "Olgiato" (1839); dos ensaios de "Opúsculos Históricos e Literários" (1865); e das obras de filosofia: "Fatos do Espírito Humano" (1858), "A Alma e o Cérebro" (1876) e "Comentários e Pensamentos" (1880).

Foi ainda secretário do Duque de Caxias, no Maranhão e no Rio Grande do Sul. Em 1847, entrou para a diplomacia, foi Ministro, em missão especial, no Paraguai, e depois, na Áustria, nos Estados Unidos, Argentina e Santa Sé. Exerceu ainda o cargo de Encarregado de Negócios no reino das Duas Sicílias, no Piemonte, na Rússia e na Espanha.

O poema "A Confederação dos Tamoios" causou grande polêmica, devido ao seu caráter paradoxal, que celebra ao mesmo tempo o índio e o catequizador num poema épico, que deveria, por suas próprias características, ter apenas um ponto de vista. Assim, foi atacado por muitos escritores, entre os quais um nome de peso como José de Alencar. Por outro lado, defenderam-no, entre outros, Monte Alverne e o próprio imperador Pedro 2o, seu amigo.