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Hatshepsut Rainha-faraó egípcia

Século 15 a.C., Tebas (Egito)

Século 15 a.C., Tebas (Egito)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

04/09/2008 20h21

Hatshepsut foi rainha-faraó da 18ª dinastia do Egito. Quinto governante dessa dinastia, ela reinou, aproximadamente, de 1479 a. C. a 1457 a. C. Governou com o nome de Maatkara Hatshepsut. O nome Hatshepsut, com o qual ela se tornou conhecida, era, na verdade, um título cuja tradução quer dizer "a primeira das nobres senhoras".

Ignora-se a data exata do nascimento de Hatshepsut, mas supõe-se que ela tenha nascido na cidade de Tebas, no final do reinado de Amenotepe 1º. Como este não possuía descendência, o sucessor designado foi Tutmósis 1º, pai de Hatshepsut.
 

Intrigas

Tutmósis 1º expandiu de maneira nunca antes vista o império egípcio, chegando às margens do rio Eufrates, na Mesopotâmia. Quando faleceu, Hatshepsut era a única sucessora direta, pois todos os seus irmãos estavam mortos. Há suposições, inclusive, de que o próprio pai a teria nomeado sua herdeira.

Intrigas palacianas, contudo, impediram Hatshepsut de assumir o trono, colocando no poder Tutmósis 2º - filho de uma esposa secundária de Tutmósis 1º - e obrigando Hatshepsut a casar com o novo faraó.

Ela se tornou, assim, esposa de seu meio-irmão, o que representou um duro golpe para o seu orgulho, afinal, Hatshepsut era descendente direta dos grandes faraós. Lentamente, no entanto, ela se rodeou de servidores fiéis, e aumentou seu poder dia a dia, até se tornar uma oponente perigosa para os que a haviam traído quando seu pai morreu.

Tutmósis 2º faleceu jovem, deixando dois filhos que ainda estavam na primeira infância, ambos de esposas secundárias. Como ocorrera na geração anterior, Hatshepsut, a esposa real, havia dado à luz apenas uma menina. Mais uma vez os servidores do alto escalão agiram no sentido de controlar a sucessão, mas Hatshepsut os derrotou, assumindo a regência, enquanto Tutmósis 3º ainda não alcançara a maioridade.
 

Primogênita do deus Amon

Logo nos primeiros anos como regente, ela afastou seus oponentes da cena política e nomeou pessoas de confiança para os principais cargos. E quando se sentiu suficientemente forte, proclamou a si mesma faraó, tornando-se a terceira rainha-faraó de que se tem notícia na história do Egito. Assumiu, então, todos os atributos masculinos do seu cargo, menos o título de todo-poderoso.

A idéia mais genial de Hatshepsut, no entanto, foi a de se proclamar primogênita do próprio deus Amon, além de sua substituta na Terra. Para validar essa filiação e garantir seu status, ela certamente teve de pagar um altíssimo preço aos sacerdotes, que, por sua vez, lhe asseguraram um reinado sem dissidentes.

Hatshepsut dedicou a maior parte de seu período como governante máxima do Egito a embelezar o país e restaurar os templos. O centro de suas atividades foi a capital, Tebas, mas também edificou a famosa Capela Vermelha do templo de Amon, em Karnak. Na cidade de Tebas, seu arquiteto favorito, Senemut (ou Sen-en-Mut), que alguns pesquisadores consideram como seu provável amante, desenhou e comandou a construção de um templo funerário que se tornaria uma das mais belas jóias do Antigo Egito: o Dyeser-Dyeseru (o sublime dos sublimes).

Ainda que Hatshepsut tenha passado à história como uma governante pacífica, a verdade é que ela realizou várias campanhas militares: contra a Núbia, para proteger postos fronteiriços no norte e também para atacar a cidade de Gaza, na Palestina.

No 15º ano do reinado de Hatshepsut, Tutmósis 3º começou a lutar para recuperar seu poder. Não se conhecem as razões, mas em um único ano morreram os principais servidores da rainha-faraó. Logo depois, faleceu a filha de Hatshepsut, Neferura. Lentamente, a rainha-faraó se afastou do poder.

Hatshepsut morreu em seu palácio, na cidade Tebas, abandonada por todos, depois de um reinado de 22 anos. Sua tumba encontra-se no Vale dos Reis.
 

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