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Joseph Paul Goebbels Ministro de propaganda de Hitler

29/10/ 1897, Rheydt, Alemanha

1/5/1945, Berlim, Alemanha

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

09/08/2005 15h46

Atualizado em 15/08/2011, às 7h46.

Ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels ficou marcado pelo seu ódio a judeus e comunistas, sua admiração pela figura de Hitler e seu fanatismo pelo poder.

O pai de Goebbels era católico, trabalhava como funcionário em uma fábrica, e o sustentou durante os estudos universitários. Na Primeira Guerra Mundial, Goebbels foi dispensado do serviço militar por causa do seu pé torto, resultado de uma doença de infância, defeito que mais tarde seria usado pelos seus inimigos para o compararem com "o coxear do Diabo".

Em 1922, doutorou-se em filologia na Universidade de Heidelberg, com esforços literários, dramáticos e jornalísticos. Embora ainda não envolvido em política, apresentava um fervor nacionalista, intensificado pelo resultado frustrante da Primeira Guerra Mundial.

Na universidade, um amigo o introduziu nas ideias socialistas e comunistas. Nessa época, ele era antiburguês, mas não antissemita. Admirava os professores judeus e chegou a ficar noivo de uma moça de família judaica.

No outono de 1924, fez amizade com um grupo de nacional-socialistas. Como bom orador, foi feito administrador do distrito do Partido Alemão Nacional Socialista (NSDAP) de Trabalhadores em Elberfeld e editor de um magazine nacional socialista quinzenal.

Em novembro de 1926, Adolf Hitler o nomeou líder de distrito em Berlim. Goebbels deveu a sua nomeação ao conflito entre Gregor Strasser, representante da "ala esquerda" anticapitalista da NSDAP, e o líder do partido, Adolf Hitler, da "ala direita". Nesse conflito, Goebbels ficou ao lado de Hitler.

Assim começou a construir o poder nazista em Berlim até à ascensão de Hitler, em janeiro de 1933. Em 1928, Hitler deu ao bem-sucedido orador, brilhante propagandista e jornalista editor de "O Assalto" (e de 1940 a 1945, de "O Império"), o posto de diretor de propaganda do Partido, para toda a Alemanha.

Goebbels começou, então, a criar o mito do "Führer" (líder, dirigente) ao redor da pessoa de Adolf Hitler e a instituir o ritual das celebrações e demonstrações do partido, o que teve um papel decisivo para converter as massas ao Nacional Socialismo.

Depois da "tomada de poder", o "Ministério Nacional para Esclarecimento Público e Propaganda" foi criado para Goebbels, chegando também a ser presidente da "Câmara de Cultura" para o "Reich". No ministério, controlava a imprensa, o rádio, o teatro, os filmes, a literatura, a música, e também as belas artes. O objetivo de sua propaganda na mídia era criar esperanças, citando paralelos históricos e fazendo outras comparações, conjurando leis de história pretensamente imutáveis ou, como último recurso, referindo-se a algumas armas secretas.

Aparecia constantemente perante o público, muito depois que outros proeminentes nazistas já se retiravam a seus abrigos e fortificações.

Desde 1931, Goebbels estava casado com uma mulher de classe média alta, que deu à luz seis crianças. Nos anos de 1937 e 1938, chegou a se envolver com uma estrela de cinema tchecoslovaca, que quase o levou a deixar a sua carreira e família.

Em primeiro de maio de 1945, como o único dos originais líderes nazistas que ficou com Hitler no seu abrigo em Berlim, Goebbels e sua esposa acabaram com as suas vidas e as das suas seis crianças. No dia anterior, fora nomeado chanceler do "Reich" por vontade de Hitler. Por um dia, chegou, assim, a ser o último sucessor de Otto von Bismark.

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