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Konrad Adenauer Político alemão

05/01/1876, Colônia, Alemanha

19/04/1967, Rhöndorf, Alemanha

Da Página 3 Pedagogia e Comunicação

30/07/2005 14h26

Primeiro Chanceler da República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, após a Segunda Guerra Mundial, responsável pela reconstrução do país, pela consolidação da democracia e a sua inserção na comunidade dos países livres.

Nascido numa família de funcionários públicos, Adenauer teve uma infância modesta. Estudou direito na Universidade de Friburgo, graças a uma bolsa e, depois de permanecer dois semestres em Munich, completou seus estudos na Universidade de Bonn.

Entre 1897 e 1901 iniciou sua carreira de funcionário público como advogado. Em 1904, casou-se com Emma Weyer, de uma importante família de sua cidade. Esse casamento permitiu-lhe estabelecer contato com pessoas de grande influência social e política. Cresceu na carreira trabalhando inclusive com o tio de sua mulher, Max Wallraf.

Em 1906 filiou-se a um partido de centro e até 1917, foi vice-prefeito de Colônia. Sua esposa faleceu em 1916, deixando três filhos. Na mesma época ele sofreu um acidente automobilístico que lhe ocasionou graves feridas no rosto e deixou-o por vários meses hospitalizado.

Adenauer destacou-se durante a Primeira Guerra Mundial na organização do abastecimento de alimentos para a população de Colônia, onde ocupou o cargo de prefeito de 1917 a 1933. Nesse período tornou-se membro da Câmara de Representantes prussiana e, depois, presidente do Conselho de Estado da Prússia.

Sua reputação foi crescendo na medida em que foi transformando Colônia em uma metrópole. Durante seu governo produziu o restabelecimento da universidade de Colônia no ano de 1919, a conversão da antiga zona de fortificação da cidade em zona verde, a reativação do recinto de feiras e exposições e a atração de novas industrias, entre elas a fábrica Ford.

No grande cenário político de meados da década de 1930, Adenauer foi protagonista do destino da região do Reno. Com a finalidade de evitar a anexação da região, chegou a propor a criação de um Estado federal do Reno, o que lhe rendeu a reputação de separatista durante a época nazista.

A influência que teve como presidente do Conselho estatal prussiano de 1921 a 1933, transcendeu em nível nacional. Foi incluído entre aqueles que poderiam ser candidatos a chefe de governo. Sua convicção republicana, sua preferência por uma ordem federal e sua crença cristã e social foram motivos para que fosse destituído de seu cargo e exilado de sua cidade natal, quando os nazistas assumiram o poder em 1933.

Durante os anos da Segunda Guerra, Adenauer viveu com sua família numa casa em Rhöndorf, que pôde construir depois de receber uma indenização pelos seus pagamentos pendentes. No final da guerra, passou por uma situação perigosa quando foi preso pela Gestapo durante vários meses, considerado oponente ao regime.

De maio a outubro de 1945 ocupou de novo a prefeitura de Colônia, nomeado pelas autoridades militares norte-americanas, embora as britânicas o destituíssem por criticar a política dos ocupantes. Em 1946, foi eleito presidente da CDU (União Democrata Cristã) da zona britânica e, em 1950, assumiu a presidência federal da CDU (até 1966).

Em 1948 foi eleito presidente do Conselho Parlamentar com o fim de elaborar uma Constituição para a Republica Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental, pois o país fora desmembrado em duas partes ao fim da guerra, ficando a metade oriental sob a influência soviética, com o nome de República Democrática Alemã.

No dia 15 de setembro de 1949, aos73 anos, Konrad Adenauer foi eleito Chanceler da República Federal da Alemanha. Como representante legítimo do povo alemão, seu principal objetivo foi a criação de um clima de confiança, segurança e igualdade para com as democracias ocidentais. De 1951 a 1955, como ministro dos Negócios Estrangeiros, finalizou uma política de integração com os países ocidentais, conseguindo principalmente a reconciliação com a França, graças a sua amizade com De Gaulle.

Adenauer fez a Alemanha se alinhar efetivamente ao bloco anticomunista liderado pelos Estados Unidos, o que lhe permitiu desenvolver as suas relações internacionais. Considerava que era um propósito essencial conseguir a "reunificação em liberdade" das duas Alemanhas. Em 1955, negociou com a União Soviética o estabelecimento de relações diplomáticas e conseguiu que 10 mil prisioneiros de guerra alemães fossem postos em liberdade. Conseguiu também a reconciliação com o Estado de Israel em 1952.

Quanto à política interna, a Era Adenauer caracterizou-se pelo estabelecimento de um sistema político parlamentar democrático, de orientação liberal-conservadora e anti-socialista. A reconstrução econômica proporcionou a base social para o novo sistema institucional.

Reeleito chanceler em três ocasiões (1953, 1957, 1961), obteve em 1957 a maioria absoluta no parlamento. No entanto, os anos seguintes foram caracterizados por dificuldades na política externa, com a construção do muro de Berlim, em 13 de agosto de 1961, a interrupção do processo de união européia e divergências com os EUA. Os contratempos sofridos também na política interna geraram uma perda de autoridade que o levou a se demitir em 15 de outubro de 1963, aos 87 anos. Ludwig Erhard sucedeu-o como chanceler.

Konrad Adenauer faleceu aos 91 anos, como homem de estado respeitado em todo o mundo, que entregou aos alemães da Republica Federal a liberdade, bem-estar e segurança social. Seu túmulo está em Rhöndorf e sua casa foi transformada em museu e centro de pesquisa.