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La Fayette Político e militar francês

6 de setembro de 1757, Castelo de Saint-Roch de Chavagnac (França)

20 de maio de 1834, Paris (França)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

27/01/2009 17h06

Marie-Joseph-Paul-Roch-Yves-Gilbert Motier, marquês de La Fayette, casou-se, aos 16 anos, com a filha do duque d'Ayen e ingressou na carreira militar. Capitão do regimento de Noailles, entusiasmou-se com a declaração de independência americana e, apesar da oposição da corte, organizou uma expedição para lutar contra os ingleses nos EUA.

Em 1777, ligando-se a George Washington - a que mais tarde chamaria de "pai adotivo" - obteve o comando de uma divisão, distinguindo-se em diversas batalhas pela coragem pessoal e habilidade estratégica. Símbolo da aliança franco-americana, conseguiu que a França declarasse guerra à Inglaterra.

Em 1780 voltou aos EUA, onde comandou as tropas francesas na Virgínia; dois anos mais tarde, na França, foi promovido a marechal-de-campo.
 

Revolução Francesa

Eleito em 1789 para a assembléia dos nobres e empolgado pelos ideais de liberdade, exigiu reformas no campo, maior tolerância com os protestantes e a abolição do tráfico de escravos. Hostilizado pela corte, propôs na constituinte um projeto de declaração de direitos.

Vice-presidente da assembléia, depois do 14 de julho organizou a guarda nacional e obrigou Luís 16 a aceitar a bandeira tricolor. La Fayette esteve sempre numa posição intermediária entre os radicais republicanos e os absolutistas.

A partir de 1789, as intrigas de Mirabeau, a tentativa de fuga do rei e a indisciplina no exército marcam o início do seu declínio. Derrotado nas eleições para a prefeitura de Paris, comanda um dos exércitos na guerra contra a Áustria. Acusado de pretender a ditadura militar, deixa a França, e é preso pelos austríacos. Libertado em 1797, retorna à França, mas se abstém de qualquer atividade política.

Com a Restauração, volta à câmara. Mas, à medida que cresce o reacionarismo do governo, passa para a oposição. Derrotado nas eleições de 1824, visita os EUA a convite do governo e é recebido como herói nacional.

Em seu último discurso na assembléia, de volta a Paris, em janeiro de 1834, mostra-se fiel aos princípios de justiça e liberdade que defendera durante a vida inteira.
 

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