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Papa Alexandre 6o 215<sup>o</sup> papa da Igreja Católica (de 1492 a 1503)

01/01/1431, Valência, Espanha

18/08/1503, Roma, Itália

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

05/09/2007 18h04

Alexandre 6o tornou-se papa em 10 de agosto 1492, após Inocêncio 8o. Quando faleceu, em 18 de agosto de 1503, foi sucedido por Pio 3o.

O seu nome de batismo era Rodrigo Borja y Borja, mas quando chegou à Itália adaptou seu sobrenome para Borgia. Rodrigo Borgia estudou direito em Bolonha e graças à eleição do seu tio materno, Alfonso de Borgia, como papa Calisto 3o, foi nomeado cardeal aos 25 anos e vice-chanceler da Igreja.

Serviu à Cúria Romana durante cinco pontificados, adquirindo experiência administrativa, influência e riqueza. Com Giovanna Catanei teve quatro filhos: Giovanni, César, Lucrecia e Joffré. Teve ainda pelo menos mais três filhos. Uma de suas amantes foi Giulia Farnese, bela esposa de Orsino Orsini, da poderosa família Orsini.

Sua filha mais famosa, Lucrécia Bórgia, dona de beleza exuberante, dançava para os cardeais e mantinha relações amorosas com o próprio pai.

Segundo rumores, Rodrigo Borgia usou sua fortuna para comprar a maior parte dos votos dos cardeais quando se realizou o conclave para definir a sucessão do papa Inocêncio 8o. Aos 61 anos Rodrigo Borgia tornou-se papa e adotou o nome de Alexandre 6o.

O papado de Alexandre 6o começou tranqüilo, mas sua conduta escandalosa, que incluía distribuir nomeações aos parentes, provocou a reação do frei Jerônimo Savonarola, em Florença, que solicitou a convocação de um concílio contra ele.

O papa teve o apoio dos aragoneses de Nápoles. Essa política levou-o ao conflito com a França. Carlos 8o foi à Itália com seu exército e Alexandre 6o, depois de ser obrigado a se submeter a pactos humilhantes (1494), conseguiu promover a aliança do império, Espanha, Veneza e Milão.

Carlos 8o, derrotado em Fornovo, deixou a Itália. A alegria de Alexandre 6o foi interrompida pela morte do filho Giovanni, assassinado em Roma (1497). Ele tentou, então, mudar de vida e promover uma reforma da Igreja.

Seus bons propósitos, porém, não duraram: com um procedimento ilícito, ele dissolveu o casamento da filha Lucrécia com Giovanni Sforza para casá-la com Afonso de Bisceglie, filho ilegítimo de Afonso de Nápoles.

Enquanto isso, seu filho César aumentava sua ascendência sobre ele e buscava um poder régio. César Borgia seria posteriormente retratado por Maquiavel em sua obra "O Príncipe" como o ideal do monarca pragmático.

Em 1498, Alexandre 6o conseguiu que o frei Savonarola fosse condenado à morte. No mesmo ano, com a sucessão de Carlos 8o por Luís 12, o papa aproximou-se da França, buscando encontrar apoio para a constituição de um principado no centro da Itália em favor do filho César (1499).

Ele reconquistou assim, com o terror e o sangue, os territórios da Romagna, para destiná-los ao filho, que nomeou gonfaloneiro (um tipo de magistrado) da Igreja.

Alexandre 6o convocou um grande jubileu para 1500. Em conseqüência da descoberta da América (1492), ocorrida durante o seu pontificado, serviu como árbitro entre Espanha e Portugal para a divisão das esferas de influência no novo continente.

Ele promoveu as letras e as artes e seu nome está ligado a muitos monumentos romanos, sobretudo às salas do apartamento Borgia, no Vaticano, ornamentadas com afrescos de Pinturicchio. Seu pontificado foi marcado por uma grave corrupção moral, mais tarde usada como desculpa para a separação dos protestantes.

Durante o pontificado de Alexandre 6o foram decretadas as Bulas Alexandrinas, tratados responsáveis pela divisão das possessões portuguesas e espanholas no mundo. Dentre eles, vale destacar as bulas Inter Coetera, Eximiae Devotionis e Dudum Siquidem.

As negociações ibéricas iriam desembocar no famoso Tratado de Tordesilhas, que confirmaria a divisão do mundo entre Portugal e Espanha e seria contestado por outros monarcas, dos quais o mais famoso foi Francisco 1o de Angoulême, rei da França.

Alexandre 6o morreu subitamente, suspeitando-se que tenha sido envenenado por arsênico, adicionado à sua comida em um banquete. O funeral foi breve, tendo sido sepultado com a seguinte epígrafe no túmulo na Espanha: "Aqui jaz Alexandre 6o, que foi papa".