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Robert Brown Botânico escocês

21 de dezembro de 1773, Montrose, Escócia (Grã-Bretanha)

10 de junho de 1858, Londres, Inglaterra (Grã-Bretanha)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

02/09/2009 20h40

Depois de se dedicar ao estuda da medicina, Robert Brown optou pela botânica. Convidado, em 1800, pelo naturalista Joseph Banks, integrou a expedição científica do navegador inglês Matthews Flinders (considerado o pai da hidrografia australiana, publicou um clássico da literatura de viagens, Uma viagem à Terra Australis) à Austrália.

Robert Brown retornou à Inglaterra em 1805 e dedicou-se ao estudo e à classificação de mais de 4 mil espécimes da flora australiana.

Dentre as inúmeras contribuições científicas de Brown à botânica, destaca-se seu estudo sobre o comportamento sexual das plantas: foi ele quem estabeleceu a distinção entre angiospermas e gimnospermas. Brown também foi o primeiro cientista a descrever com precisão a constituição e as características das células vegetais.
 

Contribuições à física

Robert Brown também abriu, com seus estudos de botânica, novos caminhos para a física (principalmente para a cinética), descobrindo o movimento browniano: examinando ao microscópio uma solução aquosa, na qual introduziu grãos de pólen de Clarkia pulchella, ele percebeu minúsculas partículas, dentro dos vacúolos dos grãos de pólen, que realizavam um movimento em ziguezague.

Brown supôs, de início, que o movimento era devido ao fato de a matéria observada ser viva, mas, algum tempo depois, verificou que ele ocorria também nas suspensões de matérias inanimadas. Mais tarde, outros estudos demonstraram que o movimento browniano resulta de choques de moléculas do fluido contra as partículas em suspensão.

Além de bibliotecário da Sociedade Lineana, Brown foi responsável pela criação e organização do departamento de botânica do British Museum.
 

Enciclopédia Mirador Internacional; Oxford Dictionary of Scientists