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Sammy Davis Jr Ator e cantor norte-americano

8/12/1925, Nova York (EUA)

16/5/1990, Los Angeles (EUA)

Da <a href="http://www.pagina3ped.com" target="_blank">Página 3 Pedagogia & Comunicação</a>

30/07/2005 11h32

Sammy Davis Jr. dominava o palco: cantava, dançava, atuava e tocava diversos instrumentos. Por isso, mais do que 23 filmes e 40 discos Long Playing (LP), suas performances gravadas ao vivo são seu principal legado. Seus temas mais conhecidos são "Mr. Bojangles", "Candy Man" e "That Old Black Magic". Notável intérprete de Cole Porter, Sammy estrelou a versão para o cinema da ópera "Porgy and Bess", sob a direção de Otto Preminger, em 1959.

Aos três anos, Sammy fazia parte do grupo Will Mastin's Gang Featuring Little Sammy, fundado no Harlem, o bairro negro onde ele nasceu, por seu pai e seu tio. Ao sete, estreou no cinema em "Rufus Jones for President". Em 1942, conheceu Frank Sinatra
durante uma apresentação no Teatro Michigan, em Detroit.

Após a Segunda Guerra Mundial, iniciou sua carreira no salão de festas Slapsy Maxie, de Los Angeles. O sucesso no musical "Mr. Wonderful", na Broadway, abriu o espaço para estrelar seu próprio programa de televisão. Foi o primeiro artista negro a conseguir isso.

Seu primeiro álbum, "Starring Sammy Davis Jr.", foi lançado em 1954. Naquele ano, ficou meses afastado porque perdeu o olho esquerdo em um acidente de carro. Ao retornar aos palcos, colocou nas paradas de sucesso as músicas "Something's Gotta Give", "Love me or Leave me" e That Old Black Magic.

Formou, em parceria com Frank Sinatra, Dean Martin, Peter Lawford e Joey Bishop, o célebre grupo Rat Pack, que atuava nos cassinos de Las Vegas entre 1950 e 1960. O mesmo grupo também produziu filmes, como "Ocean's Eleven" ("Onze homens e um destino") (1960), "Sergeants 3" (1962) e "Robin and the Seven Hoods" (1964).

A carreira de Sammy Davis foi bastante prejudicada pelo preconceito racial, que limitou seus papéis no cinema, mesmo considerando sua parceria com amigos do Rat-Pack como Frank Sinatra e Dean Martin. O artista, porém, compensava com espetáculos ao vivo, tendo uma agenda constantemente lotada e casa cheia. "Gostem ou não de mim, eles sabem que meu espetáculo vale o dinheiro que gastaram com o ingresso", disse ele numa entrevista.

O público conservador americano manifestou sua ira em dois episódios: a conversão de Sammy ao judaísmo e seu casamento com May Britt, uma atriz branca, loura e sueca. Nesses períodos, ele recebeu ameaças de morte.
Seu último desempenho foi numa produção para a TV, "O maior presente de Natal" ("The kid who loved Christmas"), em 1990. Sammy Davis Jr. Morreu de câncer aos 64 anos, em Beverly Hills, bairro dos ricos e famosos de Los Angeles.