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Vassili Kandinski Pintor russo

4 de dezembro de 1866, Moscou (Rússia)

13 de dezembro de 1944, Neuilly-sur-Seine (França)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

13/12/2008 01h03

Ao se decidir pela pintura, Vassili Kandinski dirigiu-se a Munique, em 1896, onde realizou seus estudos iniciais. Viaja, então, pela França, Itália e Tunísia. Retornando a Munique em 1908, preside uma associação de artistas novos.

Entre 1914 e 1921 está em Moscou, onde, depois de 1917, dirige a Academia de Artes da ex-URSS. De volta à Alemanha, torna-se membro importante da Bauhaus, primeiro em Weimar e depois em Dessau. Fechada a Bauhaus pelo regime nazista, transfere-se para Paris em 1934, ali passando seus dez últimos anos de vida.

A posição de Kandinski na arte moderna é não somente a de um inovador, mas a de um dos principais teóricos do abstracionismo na pintura, cujas concepções, entretanto, só foram aceitas por uma parcela reduzida de adeptos das novas tendências.
 

Compreensão místico-metafísica das cores

Dentro do quadro das vanguardas artísticas, Kandinski sustentou uma posição quase isolada de teórico do espiritualismo nas artes, em contraste flagrante com as tendências materialistas, pragmáticas e funcionais, que foram dominantes na primeira metade do século.

Excetuando o expressionismo do grupo Der Blauer Reiter, Kandinski não se integrou inteiramente em nenhum dos grupos de vanguarda em que atuou, mas influenciou a arte moderna em geral, descrevendo em suas atividades de teórico e realizador, um complexo roteiro evolutivo.

Em 1895 Kandinski viu uma exposição dos impressionistas em Moscou, que lhe revelaram, no uso da cor, o caminho para a independência da arte em relação à natureza. Entre 1906 e 1909 cria paisagens expressionistas de cores fortes e gravuras estilizadas que lembram a arte dos ícones.

Após 1910 oscila Kandinski oscila entre a representação figurativa e o abstrato. Concebe uma pintura não-figurativa, mas o seu conceito de abstração, expresso em "Sobre o elemento espiritual na arte", envolve uma compreensão místico-metafísica das cores, às quais atribui propriedades simbólicas.

Até 1914 Kandinski evolui, passando por cinco fases: naturalismo, impressionismo, fauvismo, expressionismo e abstracionismo. Sua arte será, a partir daí, só de abstração. Mas uma abstração que ele prefere chamar de "pintura concreta". Entretanto, a experiência do construtivismo russo e, depois, do funcionalismo da Bauhaus, influenciam-no no sentido de uma explicação mais técnica e menos metafísica da arte, no livro "Ponto e linha até a superfície", de 1926.

Embora afastado da Bauhaus, Kandinski incorpora sua lição construtiva em telas como "Oval nº 2", "No círculo negro" e outras, entre 1923 e 1925. Essa fase de construção geométrica coincide com o seu desempenho pedagógico na Bauhaus.

Entre 1925 e 1928 sucede-se a época dos círculos, uma dança geométrica, com surpreendente invenção de ritmos e cores. Em seus anos parisienses, o artista concebe uma síntese lírica, em telas como "Conjunto multicolor", "Contraste acompanhado nº 613", etc., entre a composição racional e a intuição poética livre.
 

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