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Biografias

Victor Brecheret Escultor brasileiro

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

27/09/2005 11h50

"Pouco depois, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade descobriram Brecheret no seu exílio do Palácio das Industrias. E fazíamos verdadeiras 'rêveries' em frente da simbólica exasperada e das estilizações decorativas do 'gênio'. Porque Brecheret era para nós no mínimo um gênio. Era o mínimo com que podíamos nos contentar, tais os entusiasmos a que ele nos sacudia." O depoimento do escritor Mario de Andrade nos dá uma dimensão da grandeza humana de Brecheret, um dos maiores escultores do Brasil.

Em 1912, Victor Brecheret estudou desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No ano seguinte, viajou a Roma, onde viveria durante cinco anos. Lá, tornou-se discípulo de escultor Arturo Dazzi e abriu seu primeiro ateliê.

Em 1919, regressou a São Pulo, montando seu ateliê no Palácio das Indústrias, num espaço cedido pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Um ano depois, Brecheret conheceu artistas do movimento modernista, como Di Cavalcanti e os escritores Menotti Del Picchia, Mario de Andrade e Oswald de Andrade.

Por encomenda do governo paulista, concebeu uma obra grandiosa, uma escultura de grandes dimensões, o "Monumento às Bandeiras". A obra seria desenvolvida ao longo cerca de 30 anos, tendo sua execução se iniciado em 1936 e sua inauguração acontecido em 1953.

Em 1921 Brecheret realizou uma viagem de estudos a Paris, com bolsa do governo de São Paulo. Lá aperfeiçoou seu trabalho sob a influência da escultura cubista, do escultor Brancusi e da Arte Decô. Em 1922, embora ausente, participou da Semana de Arte Moderna, expondo suas esculturas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.

Ainda na Europa realizou diversas exposições, sendo premiado pela Sociedade dos Artistas Franceses. De volta a São Paulo, foi um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna. Em 1951 foi premiado na I Bienal de São Paulo, como melhor escultor nacional. No ano seguinte participou da Bienal de Veneza.

Brecheret morreu em 1955, aos 62 anos. Dois anos depois, a Bienal prestou-lhe uma homenagem, dedicando ao artista uma sala especial com 61 esculturas e vinte desenhos.