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Vitória 1ª Rainha da Grã-Bretanha

24 de maio de 1819, Londres (Inglaterra)

22 de janeiro de 1901, Ilha de Wight (Inglaterra)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

08/09/2008 08h00

Alexandrina Vitória foi rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda (1837-1901) e imperatriz das Índias (1876-1901). Originária da casa de Hanover, era filha única do quarto filho de Jorge 3º, duque de Kent. Sucedeu ao tio, Guilherme 4º, em um momento de desprestígio da monarquia. Neta do duque de Saxe-Coburgo, era sobrinha do rei Leopoldo 1º, da Bélgica.

Apesar da forte oposição de Guilherme 4º, Vitória casou-se, em fevereiro de 1840, com seu primo, Alberto de Saxe-Coburgo, de quem teria nove filhos. O início de seu reinado teve marcada influência de William Lamb, lorde Melbourne, primeiro-ministro. A partir de 1841, seu marido passou a ter acentuada participação nos negócios de Estado, como um de seus principais conselheiros.
 

Agudo senso de dever

As relações de Vitória com seus primeiros-ministros variaram segundo seu gosto pessoal: Melbourne, Robert Peel e, principalmente, Benjamin Disraeli contaram com suas simpatias, enquanto que em relação a lorde Palmerston e William Ewart Gladstone, ela não escondeu seu desagrado.

Foi uma mulher de fibra, que soube afirmar sua autoridade. Passou a intervir pessoalmente em tudo, sobretudo nos negócios externos. Apoiou as Guerras do Ópio (1839 a 1842 e de 1856 a 1860), contra a China, e a Guerra da Criméia (1854-1856), contra os russos, quando criou a Victoria Cross, uma condecoração concedida, pela primeira vez, em 1857.

Depois do Motim de Sepoy, uma rebelião ocorrida na Índia contra o governo da Companhia Britânica das Índias Orientais, Vitória aprovou a dissolução da Companhia e defendeu que a Índia fosse colocada sob administração direta da coroa britânica.

Inicialmente pouco amada pelos súditos, Vitória, por seu puritanismo, austeridade e agudo senso de dever, acabou por se transformar, para as classes médias, num símbolo da monarquia.

É o último soberano inglês a ter marcada influência pessoal na vida política do país. Levada pela admiração por Disraeli, orientou-se num sentido cada vez mais conservador e autoritário.

A morte do marido, em 1861, causou-lhe profundo abalo, levando-a ao semi-isolamento para o resto da vida. Mesmo assim, em 1867, usou sua influência para ver aprovado o Reform Act, de Disraeli, que reformou o sistema eleitoral e favoreceu os conservadores.

Apoiou integralmente o segundo gabinete de Disraeli (1874-1880), durante o qual chegou ao apogeu o imperialismo britânico. A idade avançada não a impediu de ser vigorosamente favorável à Guerra dos Bôeres (os colonos de diferentes nacionalidades que habitavam a África do Sul se rebelaram contra a administração inglesa).

A Era Vitoriana, o mais longo reinado de toda a história inglesa, esteve imersa em plena Revolução Industrial, um período de mudanças significativas que consolidaram a Grã-Bretanha como grande potência mundial.
 

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