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Xangô da Mangueira Compositor, intérprete e sambista carioca

19/01/1923, Rio de Janeiro

07/01/2009, Rio de Janeiro

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

14/01/2009 17h27

Olivério Ferreira, mais conhecido como Xangô, passou a infância na Baixada Fluminense. Iniciou sua carreira na Portela, ainda jovem, na década de 1940. Depois se transferiu para a Mangueira, onde fez história. Na Verde-e-Rosa, atuou como diretor de harmonia e integrante da ala dos compositores e da Velha Guarda. Até 1951, foi o puxador oficial dos sambas-enredo, posto depois ocupado por Jamelão.

Xangô era um estilista do samba, improvisador, especialmente no partido-alto e sua influência se estende por vários representantes do gênero, especialmente Martinho da Vila.

Autor de mais de 150 composições, muitas gravadas em vinil por ele mesmo, teve gravações na voz de intérpretes como Clara Nunes (destaque para a música Ouro de Minas), Roberto Ribeiro, Clementina de Jesus e Martinho da Vila. Lançou quatro LPs a partir da década de 70; o primeiro, "O Rei do Partido-Alto" (1972), depois "Velho Batuqueiro" (1975), "Xangô da Mangueira vol. 3" (1978) e "Chão da Mangueira" (1982), além de dois cds recentes, entre eles, "Recordações de um Batuqueiro", de 2005.

Apesar de ser conhecido pelo apelido de um orixá do candomblé e ter frequentado terreiros, Olivério não praticava essa religião. Era adepto do budismo, por influência de sua mulher Sônia com quem estava casado havia 23 anos.

Sofria de mal de Parkinson e tinha infecção renal crônica, agravada pelo diabetes. Morreu de complicações cardíacas, aos 85 anos.