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Diferenças culturais geram gafes no exterior; saiba como evitá-las

Cláudia Emi Izumi

Do UOL, em São Paulo

30/01/2013 06h00Atualizada em 30/01/2013 09h23

Quem faz intercâmbio cultural ou de idiomas pela primeira vez tem mais probabilidade de passar por saias justas (dos mais diversos tamanhos) em países estrangeiros. A culpada e origem das gafes cometidas são as diferenças culturais.

Em seus anos de aluna universitária no Japão, a diretora executiva Karu Yamaki, hoje com 42 anos, evitava fazer perguntas. A atitude não tinha nada a ver com rebeldia ou falta de interesse pela matéria estudada. “Para os japoneses, é falta de respeito questionar o professor no meio da aula. A impressão que se tem é que o estudante está desafiando a autoridade dele”, explica.

Apesar de ter nascido no Japão e vivido 16 anos no Brasil, Yamaki simplesmente não estava habituada ao meio acadêmico do outro lado do planeta. “As perguntas são feitas ao professor após a aula, de forma individualizada, ou quando há grupos de estudos supervisionados. Me toquei depois que um colega me advertiu”, conta.

A boa notícia para quem vai ao exterior é que são minoria as nações escolhidas pelos brasileiros em que a formalidade prevalece no dia a dia como no Japão. Mesmo assim, é bom se informar com antecedência à viagem para evitar indecisão ou desconforto em ocasiões banais.

Refeições

A repórter Daniela Braga, 26, que passou um mês na Inglaterra, recorda. “Os brasileiros ficam com vergonha de olhar os preços dos menus que estão do lado de fora dos restaurantes. Mas eles estão lá justamente para isso! Para não haver surpresas na hora de pagar e economizar tempo ao escolher o prato.”

Para o publicitário Leonardo Wilhelm, 32, que tem uma lista com mais de 16 países visitados, o problema foi outro. Acostumado com o brasileiro em expediente de trabalho, que sai para comer fora, assustou-se na Inglaterra com o almoço à base de sanduíche (ruim) comprado pronto e engolido em frente ao computador.

Bom senso e atenção

Em geral, prevalece como regra usar bom senso e educação, e deixar alguns hábitos brasileiros, como o atraso, guardados na gaveta até o retorno ao país. Quando convidado a uma casa na França, por exemplo, pontualidade é sinal de respeito. 

O que no Brasil pode parecer ousadia, em outro país pode ser apenas um hábito cultural. Na Colômbia, homens, mesmo desconhecidos, costumam ajudar as mulheres a descerem do ônibus. 

Na dúvida, é melhor perguntar ao sinal da menor dúvida. E, mesmo assim, às vezes pode haver mais de uma resposta para a questão. Inês Rodrigues, 47 anos, professora de italiano e escritora que mora nos EUA há dez anos, explica as famosas gorjetas americanas.

“Em Nova York, tem que dar, no mínimo, 15%. As pessoas esperam essa quantia mesmo que o serviço não seja maravilhoso. Se for menos, eles ficam ofendidos. Já vi taxista recusar quantias baixas. E se você está em um restaurante com um grupo de mais de seis pessoas, nem pense nos 15%. A gorjeta esperada é de 18% a  20% do valor da conta”, alerta.

Outras fontes

A Caixa Econômica Federal lançou um guia de bons modos para brasileiros que viajam aos Estados Unidos que inclui itens como manter 33 centímetros de distância sempre que conversar um um norte-americano.

O Ministério de Relações Exteriores tem indicações para os estudantes brasileiros que vão à Alemanha (confira aqui).