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SP anuncia retorno presencial do ensino superior em cidades na fase amarela

Felipe Pereira e Patrick Mesquita

Do UOL, em São Paulo

13/07/2020 13h05

O governo de São Paulo anunciou hoje que universidades e escolas técnicas estaduais podem retomar aulas práticas presenciais em cidades que se mantiverem por 14 dias consecutivos na fase amarela do Plano São Paulo, o programa de retomada gradual das atividades. As aulas teóricas permanecerão a distância. O Estado tem sete regiões na fase amarela no momento.

O retorno deve acontecer com as instituições respeitando protocolos sanitários e com, no máximo, 35% dos alunos matriculados em cada curso. A prioridade é para carreiras da área da saúde.

"A cidade de São Paulo já está há 14 dias no amarelo. Portanto, a universidade, se desejar, poderá voltar com as aulas na área da saúde", afirmou o secretário de Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva concedida hoje no Palácio dos Bandeirantes.

Ele explicou que a Baixada Santista, que foi incluída hoje na fase amarela, precisa permanecer duas semanas nesta condição para o ensino superior e escolas técnicas poderem retomar as aulas práticas. O secretário informou que devem ser priorizados alunos que estão mais próximos da conclusão do curso.

Rossiele explicou que a preferência ocorre porque impedir estes estudantes de terminar a graduação em cursos de saúde causaria uma hiato de profissionais chegando ao mercado de trabalho. Ele ainda ressaltou a importância do estágio supervisionado na formação de um médico.

No momento, o Estado tem sete regiões enquadradas na fase amarela do Plano São Paulo, todas na Região Metropolitana e no litoral. A lista inclui: São Paulo, Microrregião Leste da Região Metropolitana de São Paulo, Microrregião Oeste da Região Metropolitana de São Paulo, Microrregião Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo, Microrregião Sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Registro.

Ensino complementar enquadrado como serviço

Já os cursos de ensino complementar, como idiomas, informática e artes, poderão ser retomados desde que nas cidades que estejam na fase laranja a presença seja limitada a 20% da capacidade, e na fase amarela, a 40% da capacidade.

De acordo Rossieli Soares, a educação complementar foi enquadrada na categoria de serviços, o que permite a reabertura de acordo com a classificação do Plano São Paulo.

"São cursos livres. Uma escola de inglês pode fazer em quantos semestres quiser. O ensino médio não. Cursos livres, de curta duração, também se enquadram, pois não têm regulação direta", afirmou o secretário de Educação.

Errata: o texto foi atualizado
A volta de cursos de ensino complementar também pode acontecer, com restrições, em cidades que estão na fase laranja, e não apenas na fase amarela. A informação foi corrigida.