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1 mês

Queiroga defende aulas presenciais com professores sem 2ª dose de vacina

Marcelo Queiroga admitiu que Brasil tem feito poucos testes - Jefferson Rudy/Agência Senado
Marcelo Queiroga admitiu que Brasil tem feito poucos testes Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Allan Brito

Colaboração para o UOL

21/06/2021 16h06Atualizada em 21/06/2021 17h16

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu que os professores não precisam esperar a segunda dose de vacina contra covid-19 para retomar as aulas presenciais. Ele quer que esse retorno aconteça no começo do 2º semestre de 2021.

"Estamos há mais de um ano sem aulas. Já distribuímos doses aos professores de atenção básica. No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno às aulas", opinou Queiroga, na Comissão Especial da covid-19 no Senado.

As aulas presenciais na rede pública estão suspensas desde março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil. Aconteceram alguns retornos parciais, com aulas mistas - virtuais e presenciais. Mas ainda não houve retorno efetivo para o ensino presencial na rede pública.

O ministro explicou que as aulas devem voltar com uma estratégia eficaz de testes para alunos, professores e funcionários. Ele admitiu que o Brasil faz poucos testes atualmente, mas acredita que isso pode ser melhorado.

"Com a estratégia adequada de testagem, podemos compatibilizar o retorno das aulas com a identificação dos casos positivos e, a partir daí, ter já no segundo semestre o retorno de aulas".

Por enquanto o Brasil tem 24.280.894 pessoas vacinadas com a 2ª dose. Isso representa 11,47% da população. E até agora 63.187.356 pessoas tomaram apenas a 1ª dose da vacina contra covid-19. Essa quantidade representa 29,84% da sociedade. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

"Brasil testou pouco"

Queiroga admitiu que o Brasil tem feito poucos testes. "O Brasil testou pouco, e, em função disso, nós não tivemos uma política mais apropriada de isolamento dos casos positivos, bem como dos seus contactantes."

Mais cedo Queiroga estimou que até o final de setembro toda população adulta do Brasil estará vacinada com, pelo menos, a 1ª dose. Assim a expectativa é imunizar toda população com 2ª dose até o final do ano.

"E possível antever que toda população acima de 18 anos pode ser imunizada com uma dose da vacina até o mês de setembro. E é possível antever que podemos ter toda população acima de 18 anos vacinada [com duas doses] até o final de 2021", afirmou Queiroga no Congresso.

Vacinas da Janssen

Em outro momento da Comissão Especial da covid-19, Queiroga revelou que o Brasil receberá um lote de 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen. Ele também admitiu que a expectativa inicial era de 3 milhões de doses antecipadas.

"Eles iriam nos antecipar, na semana passada, 3 milhões de doses. Lamentavelmente não foi possível a chegada desses 3 milhões de doses. Mas já antecipo aqui, em primeira mão, que amanhã devem chegar ao aeroporto 1,5 milhão de doses da vacina Janssen".

Ao todo, até o final do ano, o Brasil receberá 38 milhões de doses da vacina Janssen. Conforme o ministro declarou, esse imunizante é importante porque permite aceleração da vacinação contra covid-19, pois a imunização é completa com apenas uma dose.

Ministro da Educação também é a favor

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, também já se posicionou a favor da volta imediata às aulas presenciais. Há duas semanas ele falou sobre o assunto em uma live comandada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele afirmou que não ter aula sem vacinação era uma "desculpa".

"Aula presencial e a atuação professor na sala de aula são insubstituíveis. Em outubro de 2020 eu fiz um pedido à Casa Civil - já que era uma grande desculpa para não ter aula era que não tinha vacinação -, eu já fiz um pedido para ter os profissionais da Educação como prioridade. É claro que, agora, vamos ter que rodízio híbrido, mas a educação precisa ser presencial. Volta as aulas já. Eu sou totalmente a favor do movimento 'escolas abertas'", concluiu Milton.