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    • São Paulo [5106];
    • História [52603]; História do Brasil [52600]; Ditadura militar brasileira [28025]; USP [9238]; Mackenzie [12731];
Fotos

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> O dia 2 de outubro de 1968 ficou marcado pelo conflito entre estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (Universidade de São Paulo) e do Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie). O fato ficou conhecido como a "Batalha da Maria Antônia", rua onde ficavam os prédios das duas instituições, e resultou na morte de um jovem de 20 anos. Confira a seguir fotos que retratam a tensão daquele dia e entenda como começou o conflito Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Durante a ditadura militar brasileira, a rua Maria Antônia catalisava os ânimos da época. Segundo Gilberto Amendola, jornalista e autor do livro "Maria Antônia a história de uma guerra", a esquerda morava na Filosofia da USP e a direita residia na universidade presbiteriana, o Mackenzie. Mesmo na clandestinidade, as principais entidades estudantis (UNE e UEE) dominavam os centros acadêmicos da USP. Já no Mackenzie, policiais civis e militares misturavam-se aos universitários. Na foto, barricada feita em frente ao prédio da USP Reprodução Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Da mesma forma que a esquerda enraizava-se na USP, grupos paramilitares de direita encontraram abrigo no Mackenzie. Nessa universidade, estudavam membros da Frente Anticomunista, do Movimento Anticomunista e do mais famoso e estruturado grupo, o CCC (Comando de Caça aos Comunistas). A presença deste foi decisiva para o confronto que aconteceu no dia 2 de outubro Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Em outubro de 1968, o clima entre os dois lados da rua era o pior possível. O conflito surgiu durante o pedágio realizado por estudantes secundaristas, ligados à Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), para arrecadar dinheiro para o 30º Congresso da UNE. Alguns estudantes do Mackenzie agiram com indignação ao ser parados nesse pedágio Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> O conflito surgiu durante o pedágio realizado por estudantes secundaristas, ligados à Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), para arrecadar dinheiro para o 30º Congresso da UNE. Alguns estudantes do Mackenzie agiram com indignação ao ser parados nesse pedágio Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> A insatisfação começou a aumentar até que alguém atacou um ovo podre de dentro do prédio do Mackenzie. Tempos depois, pedras e tijolos começaram a ser arremessados e o conflito ganhou mais um foco além dos alunos "rivais": o prédio de Filosofia, do outro lado da rua. A tropa de choque da guarda surgiu por volta das 14 horas do dia 2 de outubro. Segundo ex-estudantes, o "kit-repressão" era composto por cassetetes, bombas de efeito moral, máscaras contra gás e gás lacrimogêneo Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> "Em minutos, um grande contingente de estudantes saiu do edifício da Filosofia [da USP]. E seguiu para o portão do Mackenzie. A partir desse momento, a palavra mágica virou invasão. Os dois lados da rua Maria Antônia tinham certeza de que a qualquer momento suas respectivas universidades seriam invadidas, tomadas de assalto", relatou Gilberto Amendola, jornalista e autor do livro "Maria Antônia a história de uma guerra" em publicação no site da revista "Leituras da História" Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> "Enquanto os mackenzistas se protegiam atrás do muro ou atirando pedras das janelas da universidade, estudantes da faculdade de Filosofia partiam para a luta no meio da rua, em campo aberto. Coquetéis Molotov atingiram o pátio do Mackenzie, mas ninguém foi ferido", explica Gilberto Amendola, jornalista e autor do livro "Maria Antônia a história de uma guerra" em publicação no site da revista "Leituras da História" Gil Passarelli/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> O conflito durou cerca de 10h e só terminou no dia seguinte. Na manhã do dia 3 de outubro de 1968, o estudante do terceiro colegial José Carlos Guimarães, 20, foi morto no meio da confusão entre os estudantes. Segundo os relatos das testemunhas, o rapaz foi morto com um tiro na cabeça, aparentemente disparado do edifício do Mackenzie Acervo UH/Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Após a morte do jovem, alunos da USP realizaram, em sinal de protesto, uma passeata pela cidade, marcada pela violência e durante a qual incendiaram alguns carros. A manifestação durou duas horas, quando a Força Pública interveio e prendeu 35 estudantes e seis jornalistas Reprodução Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Carro oficial incendiado na Avenida Ipiranga (centro de SP) durante protesto contra a morte do secundarista José Carlos Guimarães Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Fachada da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na rua Maria Antônia, com as marcas do princípio de incêndio provocado por coquetéis molotov durante conflito entre estudantes Folhapress Mais

<strong>Batalha da Maria Antônia - 1968:</strong> Fachada da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na rua Maria Antônia, com as marcas do princípio de incêndio provocado por coquetéis molotov durante conflito entre estudantes Acervo UH/Folhapress Mais

Relembre o que foi a Batalha da Maria Antônia entre alunos da USP e do Mackenzie

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