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Camilo José Cela Escritor espanhol

11 de maio de 1916, Padrón, La Coruña (Espanha)</p><p>17 de janeiro de 2002, Madrid (Espanha)<p>

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

16/11/2009 18h50

Camilo José Cela Trulock, primeiro marquês de Iria Flavia (título nobiliário concedido ao escritor, em 1996, pela Coroa espanhola), ganhou prestígio imediato com o romance "A família de Pascual Duarte", publicado em 1942. Ele é o primeiro escritor importante surgido após a Guerra Civil Espanhola.

O romance "A família de Pascual Duarte" dá início ao Tremendismo, que corresponde, aproximadamente, ao Neorrealismo italiano. Livro cruel e violento, relata as memórias de um camponês que, após cometer uma série de crimes, é levado à forca.

Após esse romance, Cela continuou a escrever livros passados em ambientes de degradação moral ou física, como "Pavilhão de repouso", que tem por cenário um sanatório de tuberculosos, e "La Colmena (A Colmeia)", talvez o ponto máximo da carreira do escritor, no qual retrata a miséria madrilenha, sem apresentar ideias ou soluções, mas apenas a própria vida.

Prêmio Nobel

Em Mrs. Caldwell fala com seu filho, Cela aproximou-se da prosa poética. Após um longo período sem escrever novelas, regressou ao gênero com São Camilo 1936, ousado monólogo com tons autobiográficos.

O experimentalismo mais descontrolado de Cela desaguaria no satanismo obsessivo de "Ofício de Trevas 5". Dez anos depois, alcançaria novo sucesso com "Mazurca para dois mortos".

Camilo José Cela também escreveu poesia e contos. Estes, descrevendo tipos populares e pitorescos, desbordando, frequentemente, para o humor negro.

Em 1989, Camilo José Cela recebeu o Prêmio Nobel. Em 1994, receberia mais dois importantes prêmios: o Planeta, por seu romance "A cruz de Santo André", e o "Cervantes", mais importante prêmio literário de língua espanhola.

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional