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Sistema nervoso e encéfalo (1) - Cérebro, cerebelo e bulbo

Maria Sílvia Abrão, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Para nos manter vivos, todas as partes do nosso corpo trabalham juntas. Nosso coração precisa estar pulsando e impulsionando o sangue pelo nosso organismo; o diafragma precisa estar se contraindo e relaxando, para aumentar e diminuir o volume dos pulmões possibilitando a entrada do ar atmosférico para a realização das trocas gasosas; nossos rins precisam estar filtrando o sangue que chega até eles; o fígado, o pâncreas, o estômago e os intestinos precisam realizar suas funções para digerir o alimento e disponibilizar os nutrientes para nossas células.

Se uma dessas funções cessar, todas as outras partes do nosso corpo param de funcionar e não poderemos mais viver. Mas de que modo se organizam todas essas funções? O que as coordena? Todo o organismo é coordenado pelo nosso encéfalo (que é formado pelo cérebro, o cerebelo e o bulbo raquidiano, como veremos adiante). O encéfalo se localiza no interior de nosso crânio, uma caixa óssea que o abriga e protege.

 

Sistema nervoso é como uma empresa

Para deixar as coisas mais claras, podemos comparar nosso corpo a uma empresa. Em relação aos seus clientes, as empresas precisam fazer contatos, receber informações sobre suas necessidades, elaborar propostas, atender sua solicitações, não é?

Veja, os clientes estão fora da empresa. No caso do nosso corpo, quem faz o contato com "os clientes" - ou seja o meio ambiente - são os órgãos do sentido. Eles recebem informações sobre o mundo exterior, que serão encaminhadas ao chefe (o encéfalo) de quem virá uma ordem para execução: o tipo de interação que tivermos de realizar com o meio ambiente.

A secretária da empresa faz um contato com o cliente e precisa se comunicar com o chefe. Se a empresa é pequena, ela vai até a mesa dele e explica o caso. Porém, numa empresa grande, ela utilizará interfones para essa comunicação.

Podemos comparar nossos nervos aos fios dos interfones que colocam a secretária em contato com o chefe. São os nervos que transportam as mensagens recebidas pelos receptores sensoriais ao encéfalo. As mensagens, como você já sabe, chegam até nós pelos cinco sentidos.

 

Ação e reação

Se ouvirmos o latido de um cachorro, essa mensagem chega ao nosso encéfalo através do nervo acústico. Ao mesmo tempo, seus olhos podem estar vendo a cara do animal: além de rosnar, ele está com os dentes à mostra. Essa mensagem é encaminhada ao cérebro pelo nervo óptico. O que vemos e escutamos nos faz fugir do animal.

Nosso encéfalo manda uma mensagem para as nossas pernas e outra para nosso coração. Passamos a correr no sentido contrário do animal e, no momento da corrida, nosso coração dispara, para que mais sangue e mais oxigênio cheguem aos nossos músculos, liberando maior quantidade de energia.

Se você pensar bem, verá que são muitas as mensagens que vão para o cérebro e voltam dele ao mesmo tempo. Por isso, pode estar se perguntando: como é que esse monte de mensagens não fica todo misturado e confuso? Isso ocorre porque existem alguns nervos que levam as mensagens dos órgãos receptores ao encéfalo e outros que levam as mensagens do encéfalo para as partes do corpo.

Maria Sílvia Abrão, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é bióloga, pós-graduada em fisiologia pela Universidade de São Paulo e professora de ciências da Escola Vera Cruz (Associação Universitária Interamericana).

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