Confira seis dicas infalíveis para melhorar seu inglês

Thiago Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Se você é daqueles que já passou pelo módulo básico de vários cursos de inglês várias vezes, que já se cansou de aprender o verbo "to be", mas ainda não consegue falar o idioma, não se desespere. Existem muitas pessoas na mesma condição em que você.

Para te ajudar a finalmente deslanchar no inglês, o UOL Educação conversou com Denilso de Lima, professor e autor do site Inglês na Ponta da Língua, Guilherme Kawachi, professor da Unicamp, e Joana de São Pedro, professora extensionista do curso de Letras da PUC-Campinas e mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp, em busca de dicas valiosas para você colocar em prática durante seus estudos.

É claro que só os toques não adiantam. Você vai ter que ser perseverante, estudar, ler, escrever, ouvir e falar muito para conseguir a sonhada fluência.

Veja a seguir as seis dicas mais bacanas dos professores Denilso de Lima, Guilherme Kawachi e Joana de São Pedro para melhorar o seu inglês:

Reprodução/Nymag
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Perfeição não existe

Atenção: não dá para ser perfeito. Tem muito brasileiro que acha que só vai saber falar inglês se tiver a fluência e o sotaque de um britânico ou de um americano. Isso é impossível. Nós temos nossos trejeitos de falar português e a gente acaba trazendo isso para o inglês também. Claro que, com o tempo, é possível reduzir o sotaque, por exemplo. Mas, no começo, isso é bobagem. Você tem que falar o que aprende e se sentir à vontade com o que sabe.
John Sibley/Reuters
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Gramática normativa é diferente da prática

É preciso entender uma coisa: existe a gramática normativa, aquela que está nos livros, e também a do dia a dia, que as pessoas usam para se comunicar. Preste mais atenção à "gramática" do inglês falado. Por exemplo, aprendemos na escola que o correto é colocar o verbo auxiliar na frente da pergunta. Mas, no inglês falado, as pessoas usam, muitas vezes, apenas a entonação, sem o uso do auxiliar "do" ou "does", por exemplo. É preciso estar atento a isso.
iStock
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Mantenha contato frequente com o idioma

Precisamos entender que não estamos em situação de imersão, e, no caso da escolas e cursos de idiomas, o contato com a língua-alvo se dá geralmente por meio de 3 ou 4 horas semanais. Isso é pouco quando o que se pretende é criar um ambiente de familiaridade com a língua. Portanto, ouvir músicas, assistir a séries e filmes em inglês, por exemplo, certamente são boas maneiras para começar a ouvir essa língua nova com mais frequência.
UOL Cinema
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Livre-se dos "dublados"

O professor Guilherme Kawachi diz que não recomendaria começar a assistir a um filme com áudio original em inglês e sem qualquer legenda. O aprendiz corre o risco de ficar desorientado e até mesmo frustrado por não conseguir compreender. Em estágios iniciais, é importante contar com recursos que auxiliam a compreensão: ou seja, legendas em inglês ou até mesmo em português já são um grande avanço para ganhar mais contato com a língua.
Aos poucos, é possível inserir legendas em inglês e, futuramente, assistir a um seriado sem legendas. O professor também recomenda assistir a filmes ou seriados que você já viu alguma vez antes. "Ao assistir algo pela segunda ou terceira vez, você não ficará preso a entender o enredo, e prestará mais atenção ao vocabulário e a construções gramaticais utilizadas. Assistir algo pela primeira vez direto em inglês não é algo que eu recomendaria, pelo menos para alunos iniciantes", diz.
Getty Images
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Ouça lendo

Sempre que possível, ouça áudios com transcrições em inglês para associar a pronúncia das palavras, a entonação das frases e articulações de uma palavra com a outra na frase com o que você vê escrito. Assim, você vai passar a entender melhor o que ouve, já que duas palavras ditas de uma vez podem parecer uma única palavra.
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Arranje um dicionário inglês-inglês

Tenha um dicionário inglês-inglês em seu smartphone para ouvir a pronúncia de cada palavra nova que aprender, seu significado e exemplos aplicados. Quanto maior for o seu repertório, melhor será seu entendimento do que lê e ouve.

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