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Para MEC, repórter vazar tema da redação não configura falha de segurança

Da Redação

Em São Paulo

2010-11-07T15:39:16

07/11/2010 15h39

Atualizada às 16h28

Para o MEC (Ministério da Educação), o fato de um repórter do Jornal do Commercio de Comunicação, de Pernambuco, ter conseguido informar qual era o tema da redação de dentro de um local de prova não configura falha na segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo assessoria da pasta, o repórter "não usou o aparelho dentro da sala de aula" nem "recebeu a redação ou informações sobre a prova" por meio do aparelho.

Não é permitido aos candidatos a "utilização" de telefones celulares durante a realização da prova, segundo o edital do exame. O texto diz que não "será admitida" também a utilização de "máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou similar, relógio, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens."

O repórter do Jornal do Commercio entrou na sala de aula com um celular ligado no bolso, foi até o banheiro e passou o torpedo com tema da dissertação do Enem.

O tema da redação foi "Trabalho na construção da dignidade humana". Segundo alunos que já saíram da prova ouvidos pelo UOL, havia dois textos de apoio: um, sobre trabalho escravo; o outro, sobre o futuro do trabalho. Neste domingo (7), as provas seguem até as 18h30. Além da redação, os candidatos respondem a questões de matemática e de linguagens e códigos.

Os temas de redação do Enem costumam ser de cunho social, e o objetivo é que o inscrito demonstre capacidade crítica ao escrever a dissertação. No ano passado, o tema foi "O indivíduo frente à ética nacional".

Após o encerramento da prova, começa a correção online do UOL, feita por professores do Curso e Colégio Objetivo.

Como foi o primeiro dia

Gabarito com cabeçalho trocado, erros de impressão no caderno de prova e problemas de trânsito marcaram o primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010.

O gabarito da prova do primeiro dia teve o cabeçalho invertido. A prova apresentava as questões divididas entre ciências da natureza e de ciências humanas. O caderno de respostas tinha a mesma divisão de área, mas com ordem trocada; a ordem numérica, porém, estava correta. Houve desencontro de informações e, em alguns locais de prova, os candidatos foram orientados a preencher o gabarito invertendo a ordem das respostas - o que é incorreto, uma vez que a ordem numérica das respostas não havia sido alterada.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) informou que os candidatos que preencheram o gabarito de forma errada poderão recorrer pela internet. Ainda não foram definidos o período e o endereço em que os estudantes poderão se manifestar.

Estudantes também encontraram questões duplicadas e com ordem trocada no caderno amarelo do exame. Após a questão 29, em vez de vir a de número 30, vinha a 33. A candidata Nohara Matos, 20, de Palmas (TO), conta que teve que fazer a conferência de sua prova com outro caderno de prova. O governo confirmou a existência desses erros em alguns lotes do caderno amarelo e prometeu apuração interna para levantar as informações.

O trânsito também dificultou a ida dos candidatos ao exame. No Distrito Federal e em São Paulo, engarrafamentos e lentidão do transporte público devido à chuva contribuíram para que muitos estudantes não conseguissem chegar nos locais de prova a tempo. O índice de abstenção do sábado foi de 27% - cerca de 1,2 milhão não compareceram à prova.

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