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Estudantes fazem paródia de música sertaneja em apoio à greve de professores universitários

Do UOL, em São Paulo

20/06/2012 17h53

Dois estudantes da escola de comunicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) fizeram uma paródia de uma música sertaneja para protestar contra o que eles chamam de "descaso do governo" em relação ao ensino superior no país e a greve nacional de professores que já ultrapassa um mês.

No vídeo divulgado, os dois meninos dizem que a formação dos professores não é reconhecida e, por isso, não têm apoio do governo. “Tenho mestrado, doutorado e Phd/E até curso lá fora eu já fui fazer/Demorei vinte anos para me preparar/E agora o governo não quer me pagar”, diz um trecho da música.

Os professores da UFRJ aderiram à greve nacional no dia 22 de maio. A adesão à greve de professores é mais fortemente notada nos cursos de humanas da UFRJ. A Faculdade de Letras está vazia, com poucos alunos e professores nas salas e corredores. O mesmo acontece na Escola de Belas Artes. Na área de biomédica, odontologia teve grande adesão. O mesmo não aconteceu até agora com microbiologia e farmácia. Em outras áreas, a adesão é menor.

Estudetes

Três estudantes da rede estadual de ensino da Bahia gravaram um vídeo parodiando uma música da novela “Cheias de Charme”, da TV Globo, para protestar contra a falta de negociações entre o governo da Bahia e os professores da rede em greve há quase 70 dias. As meninas se autointitulam “Estudetes”, em analogia ao grupo “Empreguetes”, da novela. 

“O Enem vem aí/Mas o assunto está em falta/O governador não quer saber de nada/Queria o governador aqui no meu lugar/Eu ia rir de me acabar/Só vendo seus filhinhos aqui no meu lugar/Sem o futuro pra contar”, diz um trecho da letra.

Em greve desde o dia 11 de abril, os professores pedem reajuste salarial de 22,22% e a implantação do piso salarial da categoria. Em nota, a Secretaria de Educação da Bahia diz que o vídeo “expressa uma paródia com o momento, que é a ausência de aulas na rede estadual, consequência da decisão dos professores de manter a greve”. O governo diz estar fazendo um “esforço” para manter a continuidade das aulas.