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"Se trabalhar certinho, dá para recuperar o 'investimento' inicial", conta estudante

Cláudia Emi Izumi

Do UOL, em São Paulo

12/09/2012 05h56

O primeiro “emprego sério” do estudante de engenharia mecânica Guilherme Dacal Guimarães, 21, foi nos Estados Unidos, onde trabalhou na lanchonete de um cassino no Novo México, em 2010. Até essa data, só havia ajudado o pai em pequenas tarefas no supermercado da família, e apenas aos finais de semana.

“Se trabalhar certinho lá fora, sem faltar por qualquer motivo, dá sim para recuperar o ‘investimento’ inicial”, diz. “Deu pra comprar bastante coisa, viajar, conhecer lugares novos. Foi bem legal.”

  • Guilherme Guimarães/Arquivo Pessoal

    Guilherme Guimarães trabalhou nos EUA durante as férias e conseguiu pagar seu "investimento"

Guilherme Guimarães trabalhou nos EUA durante as férias e conseguiu pagar seu "investimento"

Na segunda viagem, no ano passado, Guilherme integrou a equipe que fazia faxina em um hotel do Estado de Montana. As tarefas ficaram mais puxadas. “Já passei Ano-Novo e Natal trabalhando. A saudade pesa, mas durante a madrugada dava um jeito para falar com a minha família.”

Além de ter conhecido pessoas e culturas diferentes, o inglês alavancou, como é de praxe nesse tipo de intercâmbio. “Na escolinha de idiomas não tem aquela comunicação do dia a dia. Trabalhando lá, você aprende a se comunicar com destreza e rapidez.”

Nas duas vezes que viajou aos Estados Unidos como empregado temporário, Guilherme ficou alojado em quartos de hotéis – do cassino ou do próprio hotel onde estava empregado.

Com isso, teve a regalia de não ter de limpar o local onde dormia. “O serviço de camareira dava conta do recado uma vez por semana. Por isso, na segunda viagem, procurei um trabalho que tivesse esse tipo de acomodação.”

Fluência

“Antes, ‘pensava’ que era fluente, mas cheguei lá e vi que não era nada disso. Aprendi a me virar sozinho e ganhei confiança na língua inglesa.”, afirma Alexandre de Oliveira Cerveira, 23, que trabalhou nos Estados Unidos enquanto fazia faculdade de hotelaria no Brasil. 

  • Alexandre de Oliveira Cerveira/Arquivo Pessoal

    Alexandre de Oliveira Cerveira trabalhou nos EUA e, com o dinheiro, viajou pelo país

Nesse esquema, Alexandre concluiu o estágio obrigatório em seu curso e ainda aprimorou o segundo idioma. “Hoje me considero fluente em inglês”, conta ele, que trabalha na rede de hotéis BHG.

Alexandre trabalhou em um restaurante e em uma pizzaria, em turnos de seis a oito horas, dependendo do movimento de clientes. No pico, chegou a ficar 16 horas no serviço. Mas não se arrepende: “Recomento a todo mundo passar por uma experiência como essa”.

De quebra, fez turismo por vários pontos dos Estados Unidos. “Só não consegui trazer dinheiro para o Brasil porque gastei tudo em viagem”, ri. A lista é enorme. Alexandre adiciona um nome atrás do outro: Las Vegas, Nova York, Boston, Flórida, Califórnia etc.