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Dilma: Lei de Cotas contribui para saldar dívida do Brasil com jovens pobres

Da Agência Brasil, em Brasília

2012-10-15T08:15:27

2012-10-15T09:28:18

15/10/2012 08h15Atualizada em 15/10/2012 09h28

A presidente Dilma Rousseff disse, nesta segunda (15), que o decreto que determina a reserva de metade das vagas de universidades e institutos federais para alunos de escolas públicas, negros e índios contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com os jovens pobres. A regulamentação da chamada Lei de Cotas está publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

"Nosso objetivo, com essa lei, é ampliar o acesso às nossas universidades e aos nossos institutos federais para os jovens das escolas públicas, para os negros e para os índios. Essas universidades e os institutos estão entre os melhores do país e, muitas vezes, as pessoas vindas das escolas públicas têm dificuldade de ter acesso à universidade pública", explicou Dilma.

No programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou que as universidades e os institutos federais terão quatro anos para implantar a Lei de Cotas de forma integral, mas que os processos seletivos para matrículas em 2013 já precisam oferecer uma reserva de vagas de 12,5%. "É bom ressaltar que a lei vale para todos os cursos – inclusive, aos mais procurados, como medicina e engenharia, por exemplo", disse.

Dilma lembrou que o Prouni (Programa Universidade para Todos) é outra possibilidade de acesso às universidades, pois oferece bolsas de estudo parciais e integrais a pessoas de baixa renda. Segundo ela, 1,1 milhão de estudantes no país já foram beneficiados pelo programa, que exige usa o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como um dos critérios de seleção.

Quem não for conseguir bolsa do Prouni, de acordo com a presidente, pode recorrer ao Fies (Programa de Financiamento Estudantil), um empréstimo estudantil para as mensalidades das faculdades particulares. Atualmente, 570 mil estudantes fazem cursos universitários em todo o país com o apoio do Fies, que também usa o Enem como critério de seleção.

“Quero dar um conselho para os quase 6 milhões de jovens que vão fazer as provas do Enem agora em novembro: que vocês peguem firme e estudem bastante, porque o Enem pode mudar a vida de vocês”, aconselhou a presidente.

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