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Familiares fazem 'plantão' em locais de prova para apoiar candidatos do Enem 2012 em Maceió

José Abílio Correia espera sua mulher, Maria Luiza dos Santos, no segundo dia de provas  - Aliny Gama/UOL
José Abílio Correia espera sua mulher, Maria Luiza dos Santos, no segundo dia de provas Imagem: Aliny Gama/UOL

Aliny Gama

Do UOL, em Maceió

04/11/2012 15h41

Pais e familiares de pessoas que estão fazendo as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (4) em Maceió (AL) continuam a vigília de apoio aos candidatos.

No segundo dia de provas, o funcionário público federal Antônio Seixas, 49, resolveu trazer o notebook para ficar conectado à internet para enviar trabalhos da faculdade. O filho dele, Amadeu Igor Danielwoski Seixas, 17, está fazendo o Enem 2012 e conta com o apoio do pai do lado de fora da escola Estadual Moreira e Silva, localizada no Cepa (Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas).

“Ontem estudei aulas pelo mp3, mas hoje vim preparado para finalizar alguns trabalhos e enviar para os colegas do curso”, disse Seixas, que está cursando o segundo ano de fisioterapia em uma faculdade particular de Maceió.

A escola professora Laura Dantas, também localizada no Cepa, reúne o maior número de familiares à espera de candidatos. A professora Geovania da Silva, 44, fez logo amizade com a dona de casa Ivonete dos Santos, 58, que se conheceram no sábado (3) durante a espera das filhas que estão fazendo o Enem.

“Vim para dar força e ela ter mais segurança que estou com ela até o fim. Temos de acompanhar nossos filhos em todas as horas para que eles possam vencer”, disse Ivonete, mãe de Itamara dos Santos, 21. A jovem vai escolher o curso depois do resultado do Enem, quando avaliará a nota que tirou para saber se tem pontuação para ingressar em fisioterapia ou enfermagem.

Pensamento positivo

Geovania afirmou que a filha Neusvânia da Silva, 19, ficou mais tranquila em saber que a mãe está na porta da escola “com pensamento positivo” para que ela tenha um desempenho melhor nas provas deste domingo.

“Esse apoio sempre é bom e tudo que eu puder fazer para minha filha eu farei. Ficarei até o fim, mesmo com esse sol quente e o calor”, afirmou Geovânia.

O auxiliar contábil José Abílio Correia, 42, está esperando a mulher Maria Luiza dos Santos, 28, fazer a prova do Enem na Escola Professora Laura Dantas. Ele encontrou uma sombra de uma árvore para estacionar o carro e ficar a espera da esposa junto com a filha Maria Beatriz, 4.

“Estou equipado com televisão portátil, comida, água e brinquedos para que a gente fique com tranquilidade a espera da minha esposa. Moramos longe e o tempo de voltar para casa e vir novamente buscá-la devido ao trânsito não compensa. Ontem fiz isso e com meia hora que eu cheguei em casa tive de voltar”, explicou. A mulher dele está fazendo o Enem e tenta uma vaga no curso de administração na Ufal (Universidade Federal de Alagoas).

Correia criticou a distribuição dos candidatos nos locais de prova e afirmou que os candidatos deveriam fazer provas nas escolas localizadas nos bairros onde moram. “Ainda bem que essas provas são realizadas à tarde, porque minha esposa acordou cedo para cuidar da nossa filha enquanto eu arrumava as coisas no carro", disse. "Saímos com quase duas horas de antecedência sem necessidade, porque no bairro em que moramos [Tabuleiro do Martins] existem várias escolas e ela não foi colocada para fazer prova lá".

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