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Imigração de haitianos e bolivianos, Hendrix e jogo da paciência apareceram na prova do Enem 2012

Do UOL, em São Paulo

04/11/2012 15h48

Imigração de haitianos e bolivianos, Jimi Hendrix e jogo de paciência apareceram na prova do segundo dia do Enem 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio), contam ao UOL Educação primeiros estudantes a sair do exame.

Na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias entraram textos de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Rubem Alves. Apareceu também uma tirinha do Laerte que falava sobre a sedução do marketing.

A prova de inglês trazia uma frase do cantor e guitarrista Jimi Hendrix sobre o caminho para a pacificação do mundo. Na prova de espanhol, havia uma tirinha da Mafalda, do ilustrador Quino.

Na prova de matemática, uma questão com o jogo da paciência pedia para que os estudantes descobrissem o número de cartas no monte.

O tema da redação era "Movimento Imigratório para o Brasil no Século 21". A prova trazia como texto de apoio aos candidatos um excerto tirado do site do Museu de Imigração explicando o contexto dos movimentos imigratórios para o país e dois textos sobre a imigração de bolivianos e de haitianos em direção ao Brasil.  Havia também um mapa com o trajeto percorrido por haitianos para entrada no Brasil a partir do Acre.

O exame pedia para que o candidato fizesse um texto com sugestões de intervenções no movimento imigratório para o país respeitando os direitos humanos. A partir dessas informações, o estudante deveria escrever uma redação dissertativa-argumentativa com ao menos sete linhas.

Ao final do exame, o UOL trará a correção da redação e das outras questões feita pelos professores do Curso e Colégio Objetivo.

Na prova deste sábado (3), o tema "migrações" foi tangenciado com uma questão que tratava sobre a música "A Vida do Viajante", do cantor Luiz Gonzaga (1912-1989). No caso, segundo os professores do o Objetivo que corrigiram o item, a pergunta tratava dos deslocamentos internos em um país da dimensão continental do Brasil.

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Novo método de correção

A partir da edição deste ano do Enem, a redação passa a ter uma nova metodologia de correção. Pela primeira vez, os candidatos também poderão ter acesso ao espelho da correção para saber o que erraram. Assim como em anos anteriores, a redação será corrigida por dois examinadores sem que um não saiba a nota dada pelo outro. Se houver discrepância na nota final maior do que 200 pontos, o texto será analisado por um terceiro corretor. Antes, para passar por um terceiro examinador, a diferença tinha de ser acima de 300 pontos.

Se ainda continuar uma diferença de 200 pontos entre as notas dos três examinadores, a redação será analisada por uma banca, que decidirá a nota final.

Segundo o Ministério da Educação, na redação, os examinadores irão analisar cinco competências: 1. domínio da língua portuguesa; 2. compreensão do tema proposto; 3. capacidade de selecionar e organizar ideias; 4. conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e 5. elaboração de proposta para o problema abordado.

A pontuação máxima é mil e, para chegar à nota final, é feita uma média aritmética das notas dadas pelos avaliadores.

Nos casos em que a diferença de pontos entre a nota do primeiro corretor e a do segundo seja menor do que 200 pontos, será feita uma média aritmética das duas.

Em relação à competência 1, na hipótese de a nota de um corretor ser 160, por exemplo, e a de outro, 40, a redação passará para um terceiro examinador. Se essa terceira nota chegar perto de uma das atribuídas por um dos corretores anteriores, nem precisará passar pela banca.  A nota mais baixa será desconsiderada.

De acordo com o regulamento do Enem, o candidato levará zero na redação se fugir do tema proposto, escrever outro tipo que não uma dissertação-argumentativa, entregar em branco, com sete linhas ou menos, copiar trechos dos textos de apoio ou escrever palavrões ou insultos aos direitos humanos. Desenhos tampouco são válidos.

Além da redação, os candidatos também fazem hoje a prova de linguagens e matemática. O tempo máximo é de cinco horas e meia de prova.

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