Enem

Relato de um inscrito: Experiência de vida ajudou candidatos adultos no Enem 2012

Do UOL, em São Paulo

Sem preparação alguma e sem a pressão de obter uma boa avaliação para ingressar em alguma faculdade, enfrentei o Enem 2012 neste final de semana após mais de dez anos desde a última vez que fiz um exame de avaliação do ensino médio.  Para um candidato já adulto, o Enem foi muito mais um exercício de unir experiências vividas ao longo dos anos com o conteúdo didático.

Quando recebi o caderno de questões e comecei a ler os enunciados, lembrei dos velhos conselhos de meus antigos professores: evite o "decoreba", é preciso entender o que a questão pede, leia as perguntas com atenção.

Quem usou esses conselhos à risca no Enem 2012 pode ter saído na frente de outros candidatos. Fórmulas e memorização de frases prontas não fariam efeito desta vez. Era preciso raciocinar, interpretar, fazer associações, compreender.

Afinal, como compreender a relação de um personagem dos quadrinhos com a Segunda Guerra Mundial ou de uma música com o contexto sócio-político do país? Qual a relação de uma fórmula matemática com algo tão corriqueiro quanto um jogo de Paciência?

Relacionar nosso mundo cotidiano com matérias de livro didático tornou a prova mais acessível para alguém como eu, que já está longe das escolas há algum tempo, mas que tem alguma vivência.

Posso dizer que não lembro qual fórmula usar para calcular a pressão d'água para uma ducha instalada em determinada altura. Mas quem já teve que enfrentar a instalação de um chuveiro deve ter ouvido que o encanamento deve respeitar uma determinada extensão em relação à caixa d'água. Essa experiência também seria válida para, pelo menos, pensar sobre uma das questões do Enem 2012.

Candidatos mais velhos, que tentam novas oportunidades já na fase adulta, talvez tenham tido a mesma impressão. Na sala onde prestei  as provas, havia um bom número de candidatos adultos, que deveriam ter seus 40, 50 anos de idade.

Claro que só experiência de vida e algum conhecimento não salvariam o candidato. Confesso que fracassei solenemente em matemática. Números para mim se reduziram a (poucas) somas e (muitas) subtrações na minha conta bancária. Esse meu conhecimento matemático não foi suficiente para elucidar questões de movimento elíptico, volume e que tais.

Por outro lado, agora sei que tem uma edição do Capitão América que coloca o herói para enfrentar os nazistas. Parece divertido. Quero ler.

O autor do texto tem 37 anos, é jornalista e se inscreveu pensando em cursar uma nova graduação.

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