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Segundo dia do Enem teve prova cansativa, dizem professores

Do UOL, em São Paulo

27/10/2013 21h39Atualizada em 31/10/2013 17h53

Os candidatos que fizeram o segundo dia de provas do Enem 2013 (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (27) tiveram dificuldades para administrar o tempo, disseram os professores de cursos pré-vestibulares consultados pelo UOL.

“É muito texto, o modelo do segundo dia do Enem é exaustivo para o aluno, é um massacre”, afirma Luis Ricardo Arruda, coordenador do Anglo.

Em linguagens, o desafio foram os textos, que exigiam muita interpretação dos candidatos. Já a prova de Matemática cobrou vários assuntos do ensino médio, mas apresentou enunciados mais enxutos. A grande novidade deste ano, afirmam os professores, foi a prova de inglês, mais difícil e exigindo mais habilidades dos candidatos.

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“Comparada à prova de ontem, hoje os alunos devem ter se surpreendido menos. Português manteve o foco na interpretação e matemática apresentou enunciados mais claros e diretos”, afirma o professor Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa.

Para os professores, português foi a disciplina que manteve o padrão dos anos anteriores. “Linguagens é a prova mais constante do Enem dos últimos três anos, continua a ser uma prova virtuosa demais, que dá conta de cobrir todos os tipos de linguagens, mas é muito cansativa”, diz Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante. “É cada vez mais difícil fazer as provas do segundo dia e a redação em cinco horas e meia. Eles deveriam tirar pelo menos dez questões”, completou.

A professora Elisa Massaranduba, do Objetivo, diz que a prova de linguagens foi longa, mas com textos bem escolhidos e diversificados. “Não foi uma prova fácil, eram muitas questões e o candidato precisava ter muita atenção e concentração”, afirma. Os professores do Objetivo encontraram um problema na questão 122 da prova amarela.

Língua estrangeira

Para a professora Elaine Callegari, do Objetivo, a prova de inglês foi mais difícil que a do ano passado. “Não dá para subestimar a língua inglesa dentro do Enem. Na verdade, essa prova foi até mais chatinha que da primeira fase da Fuvest do ano passado”, afirma. 

“Foi uma prova correta, clara, com questões focadas em compreensão de texto, com o mesmo grau de dificuldade dos grandes vestibulares, entre fácil e médio”, disse o professor Marcelo Santos, do curso Poliedro.

Quanto à prova de espanhol, o grau de dificuldade, segundo os professores, foi o mesmo do ano passado. “Foi uma prova totalmente interpretativa, que cobrou um pouco de cultura hispânica, mas se assemelha à de inglês. Todo mundo pensa que sabe espanhol, até fazer essa prova”, disse o coordenador do Anglo.

Matemática

Para os professores, a prova de matemática de 2013 teve enunciados mais claros e contas mais fáceis do que o Enem do ano passado. “Ela não está mais fácil, mas, para o candidato que tem o traquejo, ficou mais rápida e fluida por causa dos enunciados”, disse o coordenador do Etapa.

Sobre os conteúdos abordados, os professores disseram que o exame foi bem abrangente, cobrando equações, probabilidade, volume, trigonometria, raciocínio lógico e porcentagem, entre outros temas.

“A prova de matemática cumpre o papel de aproximar o conteúdo visto no ensino médio da solução de problemas do dia a dia”, disse Alex Sander Barros, coordenador do curso Poliedro.

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