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Greve nas federais: "Mais diálogo e menos intransigência", pede Mercadante

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assume a pasta e recebe o cargo de seu antecessor, Renato Janine Ribeiro - Marcelo Camargo/Agência Brasil
O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assume a pasta e recebe o cargo de seu antecessor, Renato Janine Ribeiro Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

07/10/2015 16h49

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou hoje durante a transmissão de cargo no MEC (Ministério da Educação) que é necessário "mais diálogo e menos intransigência" na greve dos professores e trabalhadores técnico-administrativos de instituições federais de ensino superior.

A paralisação teve início no dia 28 de maio. Os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho e são contra os cortes orçamentários na área da educação.

"Precisamos ter uma discussão transparente no Brasil", afirmou Mercadante. "Não é possível fazer uma greve, receber integralmente o salário e não cumprir com a responsabilidade. No setor privado, pode ter greve, mas o dia parado é descontado."

O ministro comentou ainda que uma das suas prioridades é rever o Programa Mais Educação. A declaração vem após uma pesquisa do Itaú Social e o Banco Mundial, divulgada na última segunda-feira (5), que demonstrou que o programa não têm impacto a curto prazo nas notas das escolas em matemática, português e nos índices de abandono.

"Enquanto o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] não avançar, nada de capoeira. O Mais Educação tem que focar em matemática e português", afirmou. 

Mercadante comentou ainda sobre a educação infantil, anunciando que pretende fazer um mutirão em parceria com as prefeituras para colocar 70 mil crianças na creche. Já para o EJA (Educação para Jovens e Adultos), a ideia é fazer uma revisão até o começo do próximo ano letivo, juntamente com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

Sobre o Ciência sem Fronteiras, o novo ministro ressaltou que apesar da crise financeira, cerca de 32 mil brasileiros fazem parte do programa. "Esse é um dos instrumentos para internacionalizarmos nossas instituições", disse. Mercadante afirmou, ainda, que a "bússola" da sua gestão será o PNE (Plano Nacional de Educação) e que o Pnaic (Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa) e o Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação) serão reestruturados.

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