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Enem 2015: Candidata diz que fiscais de MG deram uma hora a mais de prova

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

27/10/2015 15h30Atualizada em 27/10/2015 17h44

Uma estudante de 16 anos afirmou que fiscais de sala onde ela fez as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), neste fim de semana, ofertaram aos candidatos uma hora a mais no tempo de duração previsto para a realização das provas, na cidade de Santa Rita do Sapucaí, a 406 km de Belo Horizonte.

Segundo Letícia Brasil Carli Azevedo, o caso ocorreu na escola estadual Doutor Luiz Pinto de Almeida, e a iniciativa dos fiscais teria sido reproduzida nas demais salas do estabelecimento de ensino.

“Quando os alunos entraram na sala, aplicadores que estavam no recinto falaram que tinha uma mudança no edital do Enem e que era direito nosso pedir uma hora a mais. Só que essa hora tinha ser pedida antes do início da prova”, afirmou a estudante do segundo ano do ensino médio, que afirmou ter feito o Enem pela primeira vez apenas para testar os seus conhecimentos.

Ela disse ter solicitado aos fiscais o acréscimo, nos dois dias, confiando na orientação dada. Entretanto, ela declarou não ter desconfiado de que essa mudança no edital supostamente anunciada pelos fiscais poderia ter sido feita de maneira equivocada, já que o edital do certame prevê essa hora extra, mas somente para alunos com necessidades especiais. Conforme a garota, outros candidatos também teriam pedido o acréscimo no tempo.

“Eu terminei a prova, no sábado, no horário normal, mas, no domingo, eu usei a hora a mais e saí da sala às oito horas [da noite]. No domingo, umas dez pessoas pediram o tempo a mais”, declarou a jovem. Segundo ela, o gabarito com as respostas foi aceito normalmente pelos fiscais, apesar de ter sido entregue fora do horário oficial.

De acordo com o edital do Enem, o tempo estipulado para a prova, no primeiro dia, sábado (24), foi de quatro horas e trinta minutos. Já no domingo (25), último dia, houve o acréscimo de mais uma hora em razão da redação - e a prova foi encerrada às 19h. Os portões dos locais de prova deveriam ser fechados às 13h, com início dos exames às 13h30.

Repercussão

A estudante afirmou ter relatado o caso, ainda no sábado passado, a uma tia. Segundo ela, a parente teria orientado duas filhas a também pedir o tempo extra no domingo. No entanto, a estudante disse que as primas, que fizeram os exames em locais distintos do dela, não conseguiram o tempo adicional. Em seguida, a polêmica ganhou as redes sociais e o caso veio à tona.

“Apesar de não ter feito o Enem com objetivo de usar as notas agora, eu tenho de ser prejudicada de alguma forma, já que não desconfiei de nada e, pelo contrário, confiei na orientação passada pelos aplicadores. Eles foram treinados para passar a orientação certa para a gente. Eu aceitei achando que isso era oficial’, afirmou Letícia.

A direção da escola estadual informou que apenas cedeu as salas e não teve responsabilidade pela aplicação das provas do exame nem pela sua organização.

Outro lado

O Inep, instituição responsável pelo Enem, respondeu com a nota a seguir, na íntegra:

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015, ocorridas no último final de semana no município de Santa Rita do Sapucaí (MG), transcorreram dentro das regras previstas em edital. A prova de sábado (24) teve a duração de 4h30 sobre as seguintes áreas do conhecimento: Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Já a prova de domingo englobou Linguagens Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias, com a duração de 5h30. 

O edital do Enem já prevê uma hora a mais de exame no segundo dia de prova para todos os participantes em razão da redação. Compete lembrar que  todas as ocorrências são registradas em ata pelo coordenador do local de provas e posteriormente analisadas pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

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