Topo

SSP constata depredação em Centro Paula Souza após desocupação

Segundo SSP, Centro Paula Souza sofreu depredação durante ocupação de estudantes - Hélvio Romero/Estadão Conteúdo
Segundo SSP, Centro Paula Souza sofreu depredação durante ocupação de estudantes Imagem: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

06/05/2016 15h15

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgou na tarde desta sexta-feira (6) um balanço da perícia feita horas antes do Centro Paula Souza, na capital paulista.

O prédio, na região da rua Santa Ifigênia, esteve ocupado por estudantes durante oito dias, em protesto de movimentos estudantis contra a chamada “Máfia da Merenda”.

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Militar realizou a reintegração de posse do local.

Segundo a SSP-SP, “foi constatada depredação em vários locais” do Centro Paula Souza. “No subsolo, pelo menos 20 armários de funcionários foram arrombados. Mesas e cadeiras foram quebradas e usadas como ‘barricadas’ dentro do próprio prédio”, segundo a nota divulgada pela secretaria.

O comunicado não cita o número de policiais dos comandos de policiamento da Capital (CPC) e de Choque (CPChq) envolvidos na operação. Uma equipe do Instituto de Criminalística foi ao local após a desocupação para realizar o laudo de dano ao patrimônio público.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Centro Paula Souza, que não retornou com mais detalhes a respeito das instalações do local.

Também de acordo com a SSP-SP, cinco pessoas deixaram o prédio “de forma suspeita” e embarcaram em um táxi com uma caixa. O grupo foi denunciado por comerciantes e moradores da região e acabou abordado na rua da Consolação. Com os cinco, a PM encontrou equipamentos de informática do Centro Paula Souza.

Os cinco denunciados – quatro maiores de idade e um adolescente – foram encaminhados ao 2º DP, na região do Bom Retiro. Segundo a PM, “o caso foi registrado como furto qualificado, associação criminosa, corrupção de menor de 18 anos e ato infracional”.

A reportagem do UOL tentou contato com três contatos de estudantes que estiveram na ocupação, mas nenhum deles atendeu às ligações. Assim que os secundaristas se manifestarem, seu posicionamento será incluído no texto

Mais Educação