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Em Jundiaí, professor faz 'CSI' em escola para ensinar sobre corpo humano

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thiago Varella

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP)

17/10/2016 11h44

Com criatividade e ajuda dos funcionários da escola, o professor Erivaldo Ribeiro Junior, 34, transformou duas turmas de 8º ano de uma escola em Jundiaí (SP) em "equipes de cientistas forenses", como as do seriado norte-americano "CSI: Investigação Criminal".

Calma... Os alunos não saíram por aí desvendando homicídios reais. A proposta é aplicar os conhecimentos sobre o corpo humano para ajudar a resolver casos falsos, elaborados pelos próprios estudantes. Para dar mais realidade, um boneco foi usado em cada caso. Além disso, sangue falso foi espalhado pela sala e em outros locais da escola, e os alunos podiam usar lupas e outros acessórios na "investigação". 

Junior dividiu cada sala em grupos de cinco ou seis estudantes. Com a ajuda do professor, cada turma inventou um caso inusitado de homicídio. Os outros tinham de descobrir como a vítima morreu, quem matou, como matou e quais órgãos foram afetados na morte.

Para apurar os casos, os estudantes também interrogaram funcionários e professores do colégio, todos previamente orientados pelo professor.

"O tempo total do projeto foi de dois meses em sala, mas houve toda uma preparação antes. Contei com a ajuda da escola toda, de cada funcionário. Tive também de conversar com os pais dos alunos e explicar que nosso CSI tinha uma intenção pedagógica. Não quero transformar ninguém em perito e nem ensinar os alunos a esconder um crime", explica.

Aluna faz teste para "desvendar" caso em aula de ciência; professor simula CSI - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Aula atraente

A maneira divertida de ensinar o conteúdo de ciências para seus alunos surgiu em uma conversa no início dos estudos sobre o tema. Junior perguntou aos estudantes se eles conheciam a localização dos órgãos humanos no corpo. Para surpresa do professor, a maioria respondeu de maneira correta. 

"Eles sabiam muita coisa por assistirem a seriados policiais, como CSI. Daí surgiu a ideia de trabalhar o tema. Por que não fazer algo diferente em sala de aula?", conta o professor do Sesi Jundiaí.

Junior dá aulas há 12 anos e, sempre que pode, tenta ser criativo para tirar as aulas da mesmice. Quando tem uma boa ideia, deixa o giz e a lousa de lado e põe os alunos para aprender de uma maneira mais lúdica. 

"Para trabalhar com educação, você precisa ser inovador e usar a tecnologia. No caso do CSI, por exemplo, os alunos produziram vídeos", diz o professor que nem é tão fã assim do seriado. "Eu gosto de seriados policiais, mas não acompanho. Procuro ver aquilo que os adolescentes gostam, mesmo que eu não goste."

Para entrar em sintonia com aquilo que os alunos veem, Junior já havia criado um "MasterChef" em uma turma. No projeto, os alunos tinham de montar um prato, com a ajuda da nutricionista da escola, que fosse visualmente agradável e que tivesse os nutrientes básicos de uma boa alimentação. Agora, ele planeja fazer uma espécie de Pokemón Go com animais.